Política
Brasil ultrapassa 1 milhão de eleitores cadastrados no exterior pela primeira vez
Maioria dos brasileiros aptos a votar fora do país está concentrada na Europa, América do Norte e Japão; número ainda pode crescer até julho, segundo Justiça Eleitoral.
Pela primeira vez, o Brasil superou a marca de 1 milhão de eleitores cadastrados no exterior, incluindo cidadãos aptos, cancelados e suspensos. Atualmente, mais de 879 mil brasileiros mantêm situação cadastral regular e estão aptos a votar em diversos países, com maior concentração na Europa, América do Norte e Japão.
Dados recentes apontam que as maiores comunidades de eleitores aptos no exterior estão em cidades como Lisboa, Boston, Nagóia, Miami, Porto, Londres, Nova York, Tóquio, Paris e Milão.
Os números são referentes a cidadãos registrados na Zona Eleitoral do Exterior (ZZ), vinculada ao Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF). Segundo a assessoria da Justiça Eleitoral, o número final ainda pode aumentar, já que o cartório continuará recebendo registros até 9 de junho. O total consolidado de eleitores será divulgado em 20 de julho pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
"O Brasil segue trabalhando para garantir o exercício do direito ao voto a todos mesmo que estejam em outras partes do mundo", afirmou o Itamaraty em nota divulgada na última sexta-feira, 15.
A Justiça Eleitoral reforça que brasileiros residentes no exterior também devem cumprir suas obrigações eleitorais, realizando o alistamento e o voto nas eleições para presidente e vice-presidente da República. Assim como no território nacional, o voto é obrigatório para cidadãos alfabetizados entre 18 e 70 anos, e facultativo para jovens de 16 a 18 anos, maiores de 70 e pessoas não alfabetizadas.
Pessoas com 15 anos podem se alistar, mas seus direitos políticos só serão adquiridos ao completarem 16 anos.
Eleitoras e eleitores brasileiros residentes fora do país podem solicitar serviços da Justiça Eleitoral de forma totalmente remota, sem necessidade de comparecimento presencial a embaixadas ou repartições consulares.
As eleições no exterior são organizadas pela Justiça Eleitoral em Brasília (DF) e realizadas em outros países com o apoio dos Consulados e Embaixadas do Brasil. O Código Eleitoral prevê, como condição para a criação de mesas de votação no exterior, o número mínimo de 30 eleitores.
As seções eleitorais funcionarão, preferencialmente, nas sedes das embaixadas, repartições consulares ou em locais onde haja serviços do governo brasileiro. Excepcionalmente, o TSE pode autorizar a abertura de seção eleitoral fora desses locais. A cada eleição, é necessário verificar onde as seções serão instaladas.
O total de votantes cadastrados no TSE, somando Brasil e exterior, é de cerca de 158 milhões. A Justiça Eleitoral ainda deve divulgar os números consolidados do eleitorado apto a votar em outubro.
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