Política
Lula critica relação de Flávio Bolsonaro com banco e defende financiamento transparente à cultura
Presidente afirma que governo não recorre à 'Lei Daniel Vorcaro' para apoiar artistas e prevê novas revelações sobre o caso.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta sexta-feira (14) que ainda devem surgir novas informações sobre a relação entre o senador e presidenciável Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. “Nós nunca vamos atrás da Lei Daniel Vorcaro para financiar nenhum artista brasileiro. E ainda vai aparecer muito mais coisa”, declarou durante a 6ª Teia Nacional dos Pontos de Cultura, em Aracruz (ES).
Dirigindo-se aos artistas presentes, Lula relembrou as dificuldades enfrentadas por quem buscava apoio pela Lei Rouanet. “Vocês sabem quantas ameaças receberam porque iam buscar um dinheirinho na Lei Rouanet. E todo mundo era muito criticado, todo mundo era achincalhado. Aliás, a cultura como um todo era achincalhada”, afirmou.
“Milhões em dinheiro para o filme do pai”
Em referência a Flávio Bolsonaro, Lula disse que ninguém suspeitava que “aquele menino que parecia ser o mais santo da família Bolsonaro estaria pegando milhões para fazer um filme do pai. Ninguém imaginava. E isso é apenas o que a gente sabe agora”, pontuou.
O presidente também voltou a criticar o uso da inteligência artificial (IA) em campanhas eleitorais, defendendo que “não se pode votar em mentira ou em coisa abstrata. A inteligência artificial não poderia servir para política”, reforçou.
Lula ainda esclareceu que não é contra a internet, mas alertou para o uso excessivo dos algoritmos. “Tem gente que acha que eu sou contra a internet. Eu não sou bobo de ser contra a internet. A internet é uma coisa que veio para revolucionar. O que eu sou contra é que o ser humano está perdendo o controle dos algoritmos e está virando algoritmo”, concluiu.
Por fim, Lula destacou que não se incomoda com cobranças, mas sim com a incapacidade de atender plenamente à sociedade e à cultura brasileira. “O que incomoda de verdade é a gente não ter competência de fazer tudo que a sociedade brasileira precisa e tudo que a cultura merece neste País”, finalizou.
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