Política

Flávio Dino relata ameaça de funcionária de aérea e pede educação cívica em empresas

Ministro do STF afirma ter sido alvo de ameaça durante atendimento em companhia aérea e faz apelo por campanhas de civilidade no setor privado.

18/05/2026
Flávio Dino relata ameaça de funcionária de aérea e pede educação cívica em empresas
O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF). - Foto: © Foto / Victor Piemonte / STF

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, relatou em suas redes sociais nesta segunda-feira, 18, que foi ameaçado por uma funcionária de uma companhia aérea. Segundo o ministro, a colaboradora teria expressado o desejo de xingá-lo e, em seguida, de matá-lo.

"Recentemente, uma funcionária de uma empresa aérea, ao olhar um cartão de embarque com meu nome, manifestou a um agente de polícia judicial a vontade de me xingar. Em seguida se corrigiu: disse que seria melhor MATAR do que xingar. Como não a conheço, nem ela me conhece, é claro que tais manifestações derivam de minha atuação no STF", escreveu Dino.

Após o ocorrido, Dino fez um apelo às empresas para que promovam campanhas de educação cívica, especialmente em ano eleitoral.

"Imaginemos se isso se alastra para outros segmentos de negócios: um cliente corre o risco de, por exemplo, ser envenenado?", questionou o ministro.

"Assim, o pedido que faço às empresas em geral, mas especialmente àquelas que lidam com o público, é que façam campanhas internas de EDUCAÇÃO CÍVICA para que todos possam conviver em PAZ, especialmente nesse ano eleitoral, em que muitos sentimentos se acirram", acrescentou.

Fachin manifesta solidariedade

Após a publicação do relato, o presidente do STF, Edson Fachin, divulgou nota de solidariedade a Dino.

"A divergência de ideias, própria da democracia, jamais pode abrir espaço para o ódio, para a violência em qualquer de suas formas ou para qualquer modo de agressão pessoal", afirmou Fachin.

"Impõe-se reafirmar os valores da civilidade, da tolerância e da paz social. O Brasil precisa de serenidade, espírito público e compromisso democrático, para que as diferenças possam coexistir dentro dos limites do respeito mútuo e da dignidade humana", concluiu o presidente do Supremo.