Política

Girão afirma que novas revelações sobre o caso Master ampliam pressão por CPI

Senador cobra instalação de CPI no Senado após denúncias envolvendo autoridades de diferentes Poderes.

18/05/2026
Girão afirma que novas revelações sobre o caso Master ampliam pressão por CPI
General Girão - Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

O senador Eduardo Girão (Novo-CE) afirmou nesta segunda-feira (18) que o escândalo do Banco Master, com as revelações divulgadas nos últimos dias, intensificou a pressão para que o Senado instale uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o caso.

Durante pronunciamento em Plenário, Girão ressaltou que o Congresso Nacional precisa dar uma resposta institucional à mobilização nas redes sociais e à cobrança da população por esclarecimentos. O senador destacou que a investigação deve alcançar autoridades de diferentes Poderes, citando suspeitas de envolvimento de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), integrantes do governo federal e parlamentares.

“O Brasil precisa dessas respostas. Está todo mundo cobrando. Pessoas que não tinham assinado a [solicitação de criação da] CPI, que não se manifestavam, agora estão nas redes sociais pedindo investigação. (...) Há revelações as mais diversas; não precisa acontecer mais nada. Senadores da República devem explicações, devem apresentar documentos, precisam ser investigados. É importante que toda a verdade venha à tona, de que lado seja”, declarou Girão.

O senador acrescentou que “ministros do STF também precisam dar explicações, seja pelo contrato de R$ 129 milhões da esposa de um, seja pelo investimento de R$ 35 milhões da família de outro, seja por andar de jatinho para cima e para baixo”.

Girão informou ainda que o requerimento apresentado por ele no ano passado, solicitando a criação da CPI, permanece sem análise pela Presidência do Senado, mesmo já contando com assinaturas suficientes para a instalação da comissão.

“Já temos 53 assinaturas de senadores da República. Está na mesa do presidente Davi Alcolumbre há cinco meses. Já cobrei publicamente”, destacou.