Política
Mendonça converte prisão temporária de primo de Daniel Vorcaro em preventiva
Felipe Cançado Vorcaro é apontado como articulador financeiro do esquema investigado no Caso Banco Master e seguirá preso sem prazo definido.
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, converteu em preventiva a prisão de Felipe Cançado Vorcaro, primo de Daniel Vorcaro. Felipe é apontado pela Polícia Federal (PF) como um dos principais articuladores das operações financeiras do esquema investigado no Caso Banco Master.
Felipe havia sido detido temporariamente durante a quinta fase da Operação Compliance Zero, conduzida pela PF. A conversão para prisão preventiva ocorre quando o magistrado entende que a medida cautelar deve ser mantida por tempo indeterminado, já que não há prazo final estabelecido e ela pode perdurar durante todo o processo judicial.
De acordo com as investigações, trocas de mensagens entre Daniel Vorcaro e o primo detalham como eram realizados pagamentos de propina ao senador Ciro Nogueira (PP-PI). A PF afirma que o parlamentar recebia uma mesada de pelo menos R$ 300 mil de Vorcaro.
Ao decretar a prisão temporária, Mendonça também citou suspeitas de que Felipe participou da venda de ações avaliadas em cerca de R$ 13 milhões por apenas R$ 1 milhão para uma empresa administrada pelo irmão do senador.
Segundo a decisão que autorizou a quinta fase da operação, o primo de Daniel Vorcaro "não ocupa posição periférica, mas integra o núcleo financeiro-operacional do grupo, com domínio relevante sobre fluxos patrimoniais, estruturas societárias e mecanismos de ocultação de recursos".
Em uma fase anterior da operação, em janeiro deste ano, Cançado fugiu de sua residência em um carrinho de golfe em Trancoso (BA), minutos antes da chegada da PF, conforme relatado no inquérito. "O cenário encontrado — quarto aberto, ar-condicionado em funcionamento, roupas de cama desarrumadas e pertences pessoais deixados para trás — evidencia abandono abrupto do imóvel", relatou a PF.
As apurações do Caso Master indicam fraude sistemática, emissão de títulos fictícios e desvios de recursos, com um rombo estimado em mais de R$ 50 bilhões no Fundo Garantidor de Créditos (FGC). Daniel Vorcaro, dono do Master, atualmente liquidado pelo Banco Central, está preso há meses e negocia uma delação premiada.
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