Política
Regimento do Senado impede nova votação da indicação de Messias ao STF em 2024
Norma interna do Senado veta reapreciação de nomes rejeitados na mesma sessão legislativa, dificultando planos do governo Lula.
O regimento interno do Senado Federal proíbe a análise de indicações de autoridades já rejeitadas pela Casa durante o mesmo ano legislativo. Essa regra pode dificultar os planos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que pretende reenviar ao Senado o nome do advogado-geral da União, Jorge Messias, para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF).
Um ato de 2010, publicado pela Secretaria de Gestão de Informação e Documentação do Senado, regulamentou os procedimentos para a apreciação em plenário e comunicação dos resultados referentes à escolha de autoridades.
O artigo quinto do ato determina: "É vedada a apreciação, na mesma sessão legislativa, de indicação de autoridade rejeitada pelo Senado Federal". A sessão legislativa corresponde ao período anual em que o Parlamento atua.
Lula já manifestou a aliados a intenção de reenviar a indicação de Messias ao STF antes das eleições, embora o ministro adote cautela quanto à possibilidade de uma nova apreciação.
Em 29 de abril, o Senado rejeitou a indicação de Messias por 42 votos a 34, impondo uma derrota histórica ao governo. Após o resultado, Lula rompeu uma aliança com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), apontado como principal articulador do desfecho.
Nos últimos dias, Lula reafirmou a aliados que pretende submeter novamente o nome de Messias ao Senado antes das eleições de outubro.
O presidente sinalizou essa decisão mesmo sem garantias sobre o desfecho de uma eventual segunda votação e antes de uma possível reaproximação com Alcolumbre. Aliados ponderam que o envio da indicação depende ainda de articulações e conversas no Senado.
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