Política
João Caldas dá balão em Aldo Rebelo e confirma Joaquim Barbosa como presidenciavel do Democracia Cristã
Presidente da sigla, João Caldas, justificou a mudança pelo baixo desempenho de Rebelo nas pesquisas; ex-ministro da Defesa reage e chama decisão de "afronta"
O cenário sucessório presidencial ganhou um novo componente de instabilidade neste sábado (16). O presidente nacional do Democracia Cristã (DC), o ex-deputado alagoano João Caldas, confirmou oficialmente que o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, é o novo pré-candidato do partido à Presidência da República. Barbosa entra na vaga que até então era ocupada pelo ex-ministro da Defesa, Aldo Rebelo, provocando um racha imediato na legenda.
A decisão de sacrificar a postulação de Rebelo foi fundamentada, segundo a Executiva do partido, na falta de tração eleitoral. "A mudança já foi feita pelo povo", declarou Caldas, apontando que o ex-ministro da Defesa não conseguiu pontuar significativamente nas pesquisas de intenção de voto após meses de exposição pública.
O "fator surpresa" e as regras do jogo
De acordo com o dirigente do DC, havia um acordo prévio com Aldo Rebelo que estipulava um prazo de três meses para que a candidatura se mostrasse viável eleitoralmente. Como os números não avançaram, a janela foi aberta para a movimentação que culminou na filiação de Joaquim Barbosa.
"Se não se viabilizar, está fora. Isso foi tudo preestabelecido. No meio do caminho apareceu uma pérola, um diamante chamado Joaquim Barbosa", afirmou João Caldas, demonstrando entusiasmo com o novo nome.
Para a cúpula da sigla, o ex-presidente do STF surge com o papel de "equilibrar as instituições e dar esperança ao Brasil".
Rebelo reage e denuncia falta de transparência
A substituição, antecipada pelo jornal Folha de S.Paulo, foi recebida com forte indignação por Aldo Rebelo. Em nota divulgada em suas redes sociais ainda na tarde de sábado, o ex-ministro da Defesa contestou a decisão, garantiu que sua pré-candidatura segue mantida e subiu o tom contra a direção partidária.
Rebelo classificou a movimentação em torno de Barbosa como "uma afronta ao que ele defende como relações políticas apoiadas na transparência e nas decisões democráticas".
Cenário futuro
Apesar do descontentamento do ex-presidenciável, o comando do DC considera a página virada e argumenta que o partido precisa agir com "responsabilidade institucional". Caldas sugeriu que Rebelo não feche as portas para a legenda e ofereceu alternativas para a composição da chapa em outubro.
"Política se faz com razão e emoção, menos com o fígado", rebateu o presidente do DC, ponderando que o partido está aberto a apoiar Aldo Rebelo para outros cargos majoritários ou proporcionais, como o Senado, a Câmara dos Deputados ou o Governo do Estado.
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