Política

Caiado promete parceria com governadores para combater crime organizado

Pré-candidato do PSD defende integração nacional e uso de tecnologia para reforçar fronteiras e classificar facções como terroristas.

16/05/2026
Caiado promete parceria com governadores para combater crime organizado
Ronaldo Caiado - Foto: Reprodução / Agência Brasil

O pré-candidato do PSD à Presidência da República, Ronaldo Caiado, afirmou que, caso eleito, irá atuar em parceria direta com governadores no enfrentamento ao crime organizado e intensificar o controle das fronteiras, utilizando tecnologia avançada e integração entre as forças de segurança.

Em entrevista à Rádio 94 FM Dourados, do Mato Grosso do Sul, neste sábado (16), Caiado defendeu ainda a classificação de facções criminosas como organizações terroristas. “Eu vou governar com os governadores. Vou trazer o que há de mais sofisticado em tecnologia, especialmente na área de satélites, para identificar a fronteira seca”, destacou, ressaltando que o combate às facções exige integração com países vizinhos e maior atuação das forças federais. “Encaminhando ao Congresso Nacional o enquadramento das facções como terroristas, terei como mobilizar todas as forças: Aeronáutica, Marinha e Exército Brasileiro”, afirmou.

Caiado também atribuiu o avanço do PCC e do Comando Vermelho à falta de enfrentamento direto por parte do poder público. “Neste governo, as duas maiores potências construídas foram o PCC e o Comando Vermelho, as duas maiores multinacionais do Brasil”, afirmou.

O ex-governador de Goiás citou sua experiência à frente do Estado para defender o endurecimento das políticas de segurança pública. Segundo ele, ao assumir o governo, diversas regiões eram controladas por facções criminosas. Para reverter o cenário, reforçou ações de inteligência policial e reestruturou o sistema penitenciário goiano.

Caiado também criticou o contingenciamento de recursos federais destinados à segurança pública. De acordo com o pré-candidato, durante sua gestão em Goiás, o Estado investiu R$ 18 bilhões no setor, enquanto recebeu apenas R$ 980 milhões da União.