Política

Flávio Bolsonaro explica relação com banqueiro Vorcaro e diz que ligação era apenas profissional

Senador afirma que Daniel Vorcaro era referência no mercado e que tratou apenas de investimentos em filme sobre Jair Bolsonaro.

15/05/2026
Flávio Bolsonaro explica relação com banqueiro Vorcaro e diz que ligação era apenas profissional
Flávio Bolsonaro - Foto: Reprodução / Instagram

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, justificou nesta sexta-feira (15) as negociações com o dono do banco Master, Daniel Vorcaro, afirmando que o banqueiro era um "astro" no Brasil, sem qualquer problema conhecido. Segundo Flávio, os dois foram tratados como “irmãos” por serem evangélicos, mas a relação era restrita aos negócios.

"O Daniel Vorcaro era uma pessoa que era um astro no Brasil, circulava bem entre as autoridades de Brasília, era cortado pelos bancos, não tinha absolutamente problema nenhum. Foi, naquele momento, uma pessoa que foi um grande investidora desse filme, com dinheiro privado, mais uma vez, absolutamente nada de errado", disse Flávio em entrevista à CNN Brasil.

O senador explicou que negociou a obtenção de recursos principalmente devido às cláusulas de confidencialidade com Vorcaro. Ele reforçou que a relação entre ambos era exclusivamente para tratar do filme.

"Não tem intimidade. Quando eu me refiro a 'irmão, meu irmão', quem é do Rio de Janeiro sabe que é assim que a gente se comunica, que fala com outras pessoas. Você imagina o público evangélico, que só se refere a outro como irmão. Tem algum problema nisso?", questionou o senador. "Nunca viajei com ele, não conhecia a família dele, enfim, não tinha nenhum convívio social com ele. Minha conexão com ele foi estreita para investimento privado", completou.

Flávio Bolsonaro também destacou que o filme sobre Jair Bolsonaro (PL) é uma “megaprodução hollywoodiana” e afirmou que o caso não pode ser comparado a supostos pagamentos a outras figuras públicas. "Não existe absolutamente nenhum paralelo entre essas situações. Você quer comparar um contrato que hoje todo mundo sabe que foi fictício, em que na verdade o advogado não era nem a esposa dele, era o próprio, que fazia as reuniões, que parece que praticava alguns atos de advocacia. Isso é uma coisa. O que a gente está falando aqui é investimento na produção cultural", concluiu.