Política

30 anos da urna eletrônica: Eleições 2024 foram o maior pleito informatizado do mundo

14/05/2026
30 anos da urna eletrônica: Eleições 2024 foram  o maior pleito informatizado do mundo
Urna Eletrônica


No dia 13 de maio, a Justiça Eleitoral celebrou 30 anos da criação da urna eletrônica, uma inovação que transformou a democracia do país. A tecnologia do processo eletrônico de votação evidencia como a tecnologia redefiniu os paradigmas de votação e apuração no Brasil, ao possibilitar a divulgação dos resultados no mesmo dia, consolidando as Eleições Municipais de 2024 como o maior pleito do mundo com votação totalmente informatizada.  


O pleito de 2024 reuniu mais de 155 milhões de eleitoras e eleitores em todo o Brasil. Para viabilizar a votação, a Justiça Eleitoral mobilizou centenas de milhares de urnas eletrônicas e uma estrutura distribuída por todo o território nacional. Essa mobilização ajuda a dimensionar, na prática, a escala do processo eleitoral brasileiro, reconhecido internacionalmente pelo uso integral de tecnologia. 


Em 2024, 155.912.680 pessoas estavam aptas a votar nas eleições municipais. Para atender esse contingente, a Justiça Eleitoral organizou 94.391 locais de votação e 500.341 seções eleitorais em todo o país. Entre as seções principais, 178.501 contavam com recursos de acessibilidade. 
A coordenação dessa estrutura coube aos 26 Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) dos Estados e as 2.619 Zonas Eleitorais.


Pessoas


Essa engrenagem só funciona com a atuação direta de milhares de pessoas em todo o país. Por trás de cada seção eleitoral, há um dedicado trabalho. Nas Eleições 2024, 1.912.002 mesárias e mesários atuaram no pleito. Desse total, 983.104 trabalharam de forma voluntária, o que mantém a tendência de crescimento do engajamento cívico observada desde 2020. 


A participação feminina foi maioria: 1.341.783 mulheres atuaram como mesárias, enquanto 570.197 homens exerceram a função. Outras 574 pessoas utilizaram o nome social ao exercer a função. Também participaram 5.982 mesárias e mesários com deficiência, mais que o dobro do registrado em 2020. 
A operação contou ainda com 2.639 juízas e juízes eleitorais e 21.685 servidoras e servidores da JE em todo o país, bem como com milhares de colaboradores.
Urnas eletrônicas 


Além do engajamento humano, a realização das eleições depende de uma estrutura tecnológica distribuída por todo o território nacional. No pleito de 2024, 571.024 urnas eletrônicas foram utilizadas, incluindo-se equipamentos de contingência para substituição imediata em caso de necessidade. 
Os modelos UE2020 e UE2022 representaram 77% do total. Entre eles, destacam-se as 219.998 urnas do modelo UE2022, que incorporam melhorias, como maior capacidade de processamento, autonomia de bateria e recursos voltados à acessibilidade.
As urnas brasileiras são equipamentos dedicados exclusivamente à votação, sem conexão com a internet. Antes de cada eleição, o código-fonte é auditado por instituições, tais como partidos políticos, Ministério Público, Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e universidades.
A integridade do voto é assegurada por mecanismo diversos, a exemplo da assinatura digital, dos lacres físicos e digitais e das auditorias em diferentes etapas do processo.


Divulgação e transparência
  


Depois de percorrerem todo esse caminho, os votos passam à etapa de apuração. Em 2024, a apuração ocorreu de forma contínua após o encerramento da votação. Nas primeiras horas, o TSE passou a divulgar os resultados em tempo real.  
Cada urna gera, ao final da votação, um boletim com os resultados da seção eleitoral, assinado digitalmente e transmitido por rede segura. Esses dados ficam disponíveis para consulta pública, permitindo a conferência dos resultados por qualquer pessoa.
A próxima eleição ocorrerá em outubro de 2026 e terá abrangência nacional: Presidência da República, Congresso, governos estaduais e assembleias legislativas. A tendência é que essa estrutura eleitoral continue a evoluir nos próximos anos.
Com base no crescimento histórico do eleitorado, a estimativa é que mais de 158 milhões de pessoas estejam aptas a votar neste ano. A organização do pleito seguirá a mesma estrutura, com atualização de tecnologias e manutenção dos mecanismos de auditoria e segurança.  
Três décadas após a adoção das primeiras urnas eletrônicas, a realização das eleições no Brasil segue combinando escala, tecnologia, participação social e transparência em todo o território nacional.