Política
Zema defende renovação do Judiciário e endurecimento contra corrupção
Durante a Expozebu, em Uberaba, ex-governador critica atuação do STF, pede mudanças estruturais e destaca papel do agronegócio.
O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência da República, Romeu Zema (Novo), voltou a direcionar críticas ao Judiciário brasileiro, defendendo mudanças profundas e de maior rigor no combate à corrupção e à criminalidade. As declarações foram feitas durante a abertura da Expozebu, em Uberaba (MG), maior evento da pecuária nacional.
“Vamos renovar esse Judiciário. A corrupção está correndo solta”, afirmou Zema, que também defendeu punições mais severas para crimes. “Vamos precisar mandar bandido para a cadeia, o que muitos países sérios fazem e que aqui não se faz”, completou.
As falas de Zema ocorreram em meio aos recentes debates com ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), ampliando o alcance de suas críticas e reforçando sua presença no debate político nacional. O ex-governador incluiu o tema em um pacote mais amplo de reformas que, segundo ele, o Brasil precisa realizar. “Falta um choque moral, acabar com essa pouca vergonha que nós vendemos”, disse. Zema também ironizou uma declaração do ministro do STF Gilmar Mendes sobre seu sotaque: “Eu descobri que o meu sotaque não é entendido em Brasília” , afirmou.
Além das críticas ao Judiciário, Zema voltou a defender a redução do tamanho do Estado e o corte de gastos públicos. “Precisamos de um choque na gastança, acabar com esse governo perdulário”, declarou. Para ele, “um governo que gasta pouco significa juros lá embaixo” . O tom eleitoral ficou evidente: “Temos uma missão importanteíssima: ou deixamos o Brasil continuar como está ou colocamos pessoas do bem lá”, disse, referindo-se à necessidade de mudanças em Brasília.
Apesar das críticas, Zema obteve avanços econômicos das últimas décadas, como o controle da inflação e do acúmulo de reservas internacionais, atribuindo papel central ao agronegócio. "Essas reservas foram conquistadas graças a qual setor? Ao agro", afirmou. “Hoje o Brasil não é como a Argentina por causa de vocês, produtores rurais” , concluiu, em aceno ao setor agropecuário.
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