Política
Téo Vilela e o mergulho silencioso após virar peso para JHC
Após tirar o partido do ostracismo e entregá-lo a JHC, ex-governador volta a desaparecer diante do desgaste de sua própria imagem
O ex-governador Teotônio Vilela Filho ensaiou um retorno à cena política alagoana, mas a tentativa durou pouco. Depois de reaparecer como peça-chave na rearticulação do PSDB — partido que já era tratado como politicamente esvaziado em Alagoas —, Vilela voltou a sumir. E não foi um simples recuo. Foi um mergulho.
Responsável por tirar o PSDB do ostracismo local e colocá-lo, ainda que “respirando por aparelhos”, em uma nova prateleira política ao entregá-lo ao ex-prefeito de Maceió, João Henrique Caldas (JHC), Téo chegou a circular com desenvoltura: agendas em Brasília, visitas ao sertão, reuniões políticas e aparições públicas ao lado do pré-candidato ao governo.
O movimento, no entanto, encontrou um obstáculo que não estava sob seu controle: a memória política do eleitor.
A reação nas redes sociais foi imediata. Vieram críticas duras, relembrando sua última gestão à frente do governo do Estado — um período que, para muitos, não deixou legado positivo nem saudade. O desgaste ganhou ainda mais força quando o governador Renan Filho, em declarações públicas, classificou aquela administração como uma das mais problemáticas das últimas décadas em Alagoas.
O resultado foi rápido e visível.
Téo Vilela, que havia voltado a frequentar o noticiário e a se posicionar ao lado de JHC, simplesmente desapareceu. Sumiu das agendas, das fotos, das visitas e, principalmente, das imagens que vinham sendo construídas para dar musculatura ao projeto eleitoral do ex-prefeito.
Nos bastidores, a leitura é direta: a presença do ex-governador passou a pesar mais do que ajudar. Em vez de agregar, passou a transferir desgaste. Em vez de somar, virou passivo político.
E, diante disso, veio o mergulho.
Não é a primeira vez. Em momentos de maior pressão, Téo Vilela costuma adotar o mesmo movimento: recolhe-se, silencia e deixa a onda passar. Desta vez, porém, o cenário é mais delicado. O PSDB que ele ajudou a reerguer ainda carece de densidade. E o projeto que tenta se viabilizar em torno de JHC não comporta ruídos que comprometam sua narrativa de renovação.
Ao final, fica o retrato de um retorno que não se sustentou.
Téo Vilela reapareceu como solução partidária, mas rapidamente voltou a ser percebido como problema político. E, diante disso, fez o que parece ter se tornado padrão em sua trajetória recente: mergulhou novamente — deixando para trás o barulho da superfície e a dúvida sobre se ainda há fôlego para voltar à tona.
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