Política
CPI do Crime Organizado quebra sigilo de fundo usado por Zettel para comprar resort
Fundo Arleen, ligado ao cunhado de banqueiro, foi utilizado para aquisição do resort Tayayá, administrado por familiares de Toffoli.
A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado aprovou a quebra do sigilo fiscal e bancário do fundo Arleen, apontado como responsável pela compra do resort Tayayá, empreendimento vinculado ao ministro Dias Toffoli e seus familiares.
Conforme revelou o Estadão/Broadcast, o fundo Arleen tinha como único cotista outro fundo, o Leal, cujo único cotista entre 2021 e 2025 era Fabiano Zettel, cunhado do banqueiro Daniel Vorcaro.
Documentos obtidos pela reportagem indicam que foi por meio do fundo Arleen que o pastor Fabiano Zettel tornou-se sócio do resort Tayayá, com aportes de R$ 20 milhões no negócio. Até então, a administração do empreendimento era feita por familiares de Toffoli, através da Maridt, empresa na qual o próprio ministro confirmou ser sócio.
O requerimento para a quebra de sigilo do fundo Arleen foi apresentado pelo senador Sérgio Moro.
A exposição dos negócios envolvendo Toffoli e o fundo Arleen motivou a saída do ministro da relatoria do caso Master. Após sua retirada, negociada entre os ministros do Supremo, o caso passou para André Mendonça, que determinou a prisão de Daniel Vorcaro e Fabiano Zettel.
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