Política

Relatório final da CPMI do INSS pode ser votado até 28 de março, caso não haja prorrogação

Presidente da comissão, senador Carlos Viana, aguarda decisão do STF sobre pedido de extensão dos trabalhos

18/03/2026
Relatório final da CPMI do INSS pode ser votado até 28 de março, caso não haja prorrogação
Senador Carlos Viana detalha possível votação do relatório final da CPMI do INSS até 28 de março - Foto: Agência Senado

O relatório final da CPMI do INSS deve ser entregue e votado na próxima semana, caso não haja prorrogação dos trabalhos. A informação foi confirmada nesta quarta-feira (18) pelo presidente do colegiado, senador Carlos Viana (Podemos-MG), durante entrevista à imprensa.

Carlos Viana ingressou com um mandado de segurança no Supremo Tribunal Federal (STF) pedindo a extensão do prazo da comissão.

Instalada em agosto de 2023, a CPMI do INSS tem prazo final para conclusão dos trabalhos em 28 de março — a não ser que o pedido de prorrogação seja acatado. O senador ainda aguarda decisão do STF.

"Se o mandado de segurança que impetramos resultar em negativa por parte do Supremo Tribunal Federal, do ministro André Mendonça, naturalmente, na semana que vem, por força de lei e de prazo, teremos de partir para a leitura do relatório, ainda que parcial, e para a tentativa de aprovação do texto até o final da próxima semana", afirmou Viana.

O senador destacou que mantém a esperança de que os trabalhos sejam prorrogados, "em nome dos aposentados, daqueles que foram lesados na Previdência e dos cidadãos de bem deste país que desejam uma investigação transparente".

"É interesse do país ter um relatório forte, abrangente, que cumpra o papel de apontar os responsáveis. Para nós, hoje, é fundamental apresentar respostas", declarou o presidente da CPMI.

Daniel Vorcaro
Caso a prorrogação seja concedida, Viana afirmou que a prioridade será ouvir o dono do banco Master, Daniel Vorcaro, atualmente preso em Brasília.

"Trazer Daniel Vorcaro à CPMI é uma questão pessoal e de honra, pois estava previsto que ele compareceria, mas acabou sendo preso. Entendo que precisamos ouvir o senhor Daniel Vorcaro e o senhor Fabiano Zettel para que esclareçam ao povo brasileiro todos os detalhes. Eles terão o direito constitucional de permanecer em silêncio, mas quero que compareçam", afirmou o senador.