Política

'Estamos diante de eleição que tem Banco Master como maior escândalo', diz Eduardo Leite

Governador do RS aponta fraudes no Banco Master como principal escândalo político do pleito e defende fim da reeleição para cargos do Executivo.

15/03/2026
'Estamos diante de eleição que tem Banco Master como maior escândalo', diz Eduardo Leite
O governador do Rio Grande do Sul Eduardo Leite - Foto: Reprodução

O governador do Rio Grande do Sul e pré-candidato à Presidência, Eduardo Leite (PSD), afirmou em entrevista ao programa Canal Livre, da TV Band, que a eleição de 2026 terá o caso das fraudes bilionárias do Banco Master como principal escândalo político.

"Os brasileiros estão indo às urnas mais uma vez neste ano diante de graves escândalos de corrupção que não podem ser admitidos. Estamos diante de uma eleição que tem o Banco Master como o grande escândalo", declarou Leite em trecho da entrevista divulgado no site do programa.

Durante a entrevista, Eduardo Leite prometeu que, caso eleito presidente em outubro, sua primeira ação será enviar uma proposta de emenda à Constituição para extinguir a reeleição para cargos do Executivo. A prática da reeleição foi permitida por meio de alteração constitucional aprovada em 1997, durante o governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB).

"Eu, para poder criar um melhor ambiente, mandaria imediatamente no início do governo uma emenda para acabar com a reeleição do presidente da República", afirmou Leite.

O Canal Livre entrevistou Leite e outros dois governadores que são pré-candidatos à Presidência pelo PSD: Ronaldo Caiado (Goiás) e Ratinho Júnior (Paraná). O programa vai ao ar às 22 horas deste domingo, 15.

Pré-candidatos divergem sobre maioridade penal

Os três governadores pré-candidatos à Presidência pelo PSD divergiram sobre a redução da maioridade penal durante a entrevista. Enquanto Ratinho Júnior e Ronaldo Caiado se mostraram favoráveis à proposta, Leite destacou a infraestrutura prisional insuficiente para receber novos detentos.

Ratinho Júnior disse que "gosta da ideia", mas ressaltou a necessidade de um debate legislativo aprofundado: "Eu gosto da ideia, mas acho também que tem que ter um debate profundo sobre esse assunto".

Já Caiado defendeu que o endurecimento do Código Penal contribuiria para a redução da criminalidade juvenil. Ele destacou que, em crimes contra a vida, como homicídio, adolescentes devem ser punidos como adultos.

"Sou a favor. Na hora que você endurece e que sabe que tem pena e que tem consequência, essa faixa etária de 16 anos tem que começar a responder, sim, pelos crimes praticados", afirmou o governador de Goiás.

Leite ponderou que é necessário melhorar a estrutura prisional antes de avançar na redução da maioridade penal. Segundo ele, do jeito que está, os presídios acabam sendo ambientes que recrutam jovens para o crime.

"Eu acho que você pode avançar numa discussão de maioridade penal desde que você consiga resolver um sistema prisional antes, senão nós vamos estar colocando dentro de um sistema que vai recrutar jovens para o crime também", concluiu o governador do Rio Grande do Sul.