Política
Bolsonaro solicita a Moraes permissão para receber assessor do governo Trump na Papudinha
Defesa do ex-presidente pede visita excepcional de Darren Beattie, assessor sênior dos EUA, em agenda oficial no Brasil.
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) solicitou nesta terça-feira, 10, ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, autorização para receber, na Papudinha, a visita de Darren Beattie, recém-nomeado assessor sênior do governo Donald Trump para políticas relacionadas ao Brasil.
De acordo com a defesa de Bolsonaro, "o visitante cumprirá agenda oficial no Brasil e estará em Brasília por curto período, circunstância que acaba por inviabilizar a realização da visita nas datas ordinárias atualmente previstas para visitação (quartas-feiras e sábados)". Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado.
Os advogados solicitaram autorização excepcional para que a visita ocorra no dia 16 de março, à tarde, ou no dia 17 de março, pela manhã ou início da tarde, "observadas todas as regras de segurança e controle do estabelecimento prisional".
No pedido, os advogados Celso Sanchez Vilardi, Paulo Amador da Cunha Bueno e Daniel Bettamio Tesser também requerem autorização para que Darren Beattie esteja acompanhado de intérprete, destacando que "o Peticionário não possui plena fluência na língua inglesa".
No último dia 2 de março, ao negar pedido de prisão domiciliar, Moraes afirmou que Bolsonaro "tem recebido grande quantidade de visitas de deputados federais, senadores, governadores e outras figuras públicas, o que comprova intensa atividade política e reforça os atestados médicos que apontam sua boa condição de saúde física e mental".
Segundo o perfil de Darren Beattie no site do Departamento de Estado dos EUA, o assessor é "apaixonado por promover ativamente a liberdade de expressão como ferramenta diplomática e por utilizar as conquistas culturais excepcionais dos Estados Unidos nas artes, música e academia para promover a segurança, a força e a prosperidade do povo americano".
Nomeado no mês passado, Beattie é responsável por conduzir as políticas e ações de Washington em relação a Brasília. Ele é crítico do governo Lula e da atuação do ministro Alexandre de Moraes no processo sobre a tentativa de golpe.
Além da função ligada ao Brasil, Darren Beattie também atua como chefe interino do Departamento de Assuntos Educacionais e Culturais e preside o Instituto de Paz dos EUA, entidade financiada pelo Congresso americano para resolução de conflitos globais.
Em julho de 2025, Beattie afirmou nas redes sociais que Moraes é "o principal arquiteto do complexo de censura e perseguição dirigido contra Bolsonaro". Na ocasião, o Itamaraty convocou o principal diplomata dos EUA em Brasília para prestar esclarecimentos sobre os comentários.
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