Política

PT aciona TSE contra vídeo do PL que associa Lula a escândalos do INSS e Banco Master

Petistas pedem retirada de vídeo satírico do ar e acusam Partido Liberal de propaganda eleitoral antecipada e negativa

10/03/2026
PT aciona TSE contra vídeo do PL que associa Lula a escândalos do INSS e Banco Master
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

O Partido dos Trabalhadores (PT) protocolou nesta segunda-feira, 9, uma ação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra um vídeo divulgado pelo Partido Liberal (PL) que associa o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e integrantes do PT aos escândalos do Banco Master e às denúncias de desvios no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A legenda classificou o conteúdo como "vídeo leviano e de caráter eleitoreiro".

De acordo com a representação apresentada pela Federação Brasil da Esperança — formada por PT, PV e PCdoB —, o PL "insinua que o presidente e membros de sua família são integrantes de uma quadrilha criminosa".

No vídeo em questão, intitulado "A Grande Quadrilha", são utilizadas imagens geradas por inteligência artificial (IA) em uma sátira à série "A Grande Família". O material sugere que pessoas próximas a Lula fariam parte de uma organização criminosa. A publicação foi feita no perfil oficial do PL no Instagram no domingo, 8, mas posteriormente retirada do ar.

Segundo a federação, trata-se de propaganda eleitoral antecipada irregular e negativa. Pelas normas do TSE, esse tipo de propaganda pode resultar em multa de R$ 5 mil a R$ 25 mil, ou valor equivalente ao custo da divulgação, caso seja maior.

Os advogados da federação argumentam que "o vídeo foi arquitetado unicamente com o objetivo de divulgar à população, de forma equivocada e leviana, suposto envolvimento ou chancela, principalmente do presidente da República, de fatos reprováveis da sociedade, como o desvio de valores oriundos de aposentadoria e benefícios sociais, o apoio a desvios financeiros e até a concordância com suposto envolvimento de familiares a ilícitos — o que não ocorreu e não é aprovado pelo chefe do Executivo Nacional".

Além disso, os representantes jurídicos ressaltam: "A divergência política é saudável e necessária dentro do regime democrático. Sem ela, não há alternância de Poder e, portanto, não há democracia. É necessário, portanto, existir um respeito mínimo ao adversário político, ao menos uma tolerância à coexistência pacífica, ou então a democracia não se estabelecerá".

O vídeo ainda insinua relações do presidente Lula com o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como "Careca do INSS", e com Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master. Também são sugeridos envolvimentos de Rosângela da Silva (Janja), primeira-dama, de seu filho Fábio Luís Lula da Silva (Lulinha), do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e dos ministros Sidônio Palmeira (Comunicação), Fernando Haddad (Fazenda) e Guilherme Boulos (Secretaria-Geral).