Política

Ratinho Jr., Leite e Caiado defendem corte de gastos e criticam fim da escala 6x1

Governadores do PSD destacam responsabilidade fiscal e rechaçam proposta do governo federal sobre jornada de trabalho

06/03/2026
Ratinho Jr., Leite e Caiado defendem corte de gastos e criticam fim da escala 6x1
Ratinho Jr., Leite e Caiado defendem corte de gastos e criticam fim da escala 6x1 - Foto: Reprodução / Instagram

Os governadores Eduardo Leite (Rio Grande do Sul), Ratinho Júnior (Paraná) e Ronaldo Caiado (Goiás), pré-candidatos do PSD à Presidência da República, defenderam nesta sexta-feira, 6, maior responsabilidade fiscal e criticaram a proposta do governo federal de extinguir a escala de trabalho 6x1.

O posicionamento ocorreu durante evento da Fundação Espaço Democrático, realizado no Clube Atlético Monte Líbano, em São Paulo. O encontro marcou também a filiação ao PSD dos deputados estaduais paulistas Analice Fernandes, Barros Munhoz, Carlão Pignatari e Rogério Nogueira (ex-PSDB), Dirceu Dalben (ex-Cidadania) e Márcio Nakashima (ex-PDT).

O ato foi conduzido por Gilberto Kassab, presidente nacional do PSD, e contou com a presença da senadora Mara Gabrilli (PSD-SP), cotada para disputar vaga na Assembleia Legislativa de São Paulo.

Durante o debate, os governadores abordaram temas como programas sociais do governo federal e a proposta de fim da escala 6x1, defendida pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para o ano eleitoral. Caiado e Leite criticaram a condução do processo pelo PT, enquanto Ratinho Jr. ressaltou o impacto da jornada de trabalho sobre os jovens, que, segundo ele, estão desmotivados com a atual gestão.

“É um tema tipicamente petista. Eles não têm orçamento e não mostram qual será a capacidade orçamentária de arcar com isso”, afirmou Caiado. “Precisamos ouvir pessoas capacitadas e reconhecidas da economia nacional para avaliar as consequências de um populismo como esse.”

Caiado também fez críticas diretas ao presidente Lula, lembrando que, desde 1989, o partido promete erradicar a pobreza, mas, após cerca de 20 anos no poder, o discurso permanece, sem que a pobreza tenha sido efetivamente eliminada.

Leite reconheceu a importância dos programas sociais para combater desigualdades, mas defendeu que políticas públicas priorizem a igualdade de oportunidades. Segundo ele, enquanto o Brasil gastou mais de R$ 400 bilhões com programas sociais, destinou cerca de R$ 1 trilhão ao pagamento de juros no último ano, o que, para o governador, evidencia o alto custo da irresponsabilidade fiscal. Leite também se posicionou contra o fim da escala 6x1.

“Antes de discutir ajustes na carga tributária ou na jornada de trabalho, precisamos aumentar a produtividade”, afirmou. “Se um país sem capacidade produtiva comparável a outros ousar tomar esse caminho de forma demagógica, estará trilhando um caminho de suicídio econômico.”

Ratinho Jr., por sua vez, comparou a máquina pública a “um grande elefante pesado, lento e que consome demais”, questionando a necessidade de 38 ministérios no governo federal. “Muita gente sequer sabe quais são essas pastas ou quem são seus ministros”, disse.

“Todos os anos vemos aumento de impostos e da máquina pública”, criticou Ratinho Jr., defendendo a necessidade de enxugamento dos gastos públicos.

Os governadores também defenderam privatizações e elogiaram a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança, do deputado Mendonça Filho (União Brasil-PE), que modificou a proposta inicial do governo federal.