Política
Alckmin afirma que prazo para deixar ministério vai até abril: 'Está longe'
Vice-presidente reforça que não precisa se afastar do cargo para disputar eleições e destaca papel estratégico em São Paulo
O vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin (PSB), afirmou nesta quinta-feira (5) que tem até 4 de abril para se desincompatibilizar do cargo no ministério, caso decida disputar as eleições de 2026.
"Está longe ainda", declarou Alckmin, ressaltando que não precisará deixar o cargo de vice-presidente, já que a legislação não exige desincompatibilização para essa função.
Nos bastidores, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sinaliza a aliados que pretende manter Alckmin como vice em uma eventual chapa para a reeleição. A estratégia envolve o vice-presidente atuando em duas frentes: compondo novamente a chapa presidencial e colaborando na articulação política para as eleições ao governo de São Paulo.
O nome de Alckmin chegou a ser cogitado para a disputa ao governo paulista, mas o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), já manifestou intenção de concorrer ao cargo, afirmando que não recusaria um pedido feito por Lula.
A orientação do Palácio do Planalto é que Alckmin auxilie Haddad na formulação de uma estratégia eleitoral para ampliar a votação no interior de São Paulo. O entendimento é que o vice-presidente pode facilitar o diálogo com setores mais conservadores do eleitorado e segmentos como o agronegócio.
Alckmin, que governou São Paulo por quatro mandatos, mantém interlocução com diversos setores do Estado. Apesar de ter perdido parte do apoio entre conservadores após migrar do PSDB para o PSB e se aliar a Lula em 2022, o Planalto avalia que ele segue representando um contraponto de centro na chapa presidencial. O vice-presidente, por sua vez, não demonstra interesse em disputar uma vaga ao Senado.
Balança comercial
Alckmin participou nesta quinta-feira do início da coletiva de imprensa para comentar os dados da balança comercial brasileira de fevereiro de 2026, divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex). Segundo ele, as exportações alcançaram um recorde no mês passado, com crescimento de 15,6%, somando US$ 26,31 bilhões.
O ministro também destacou a aprovação, pelo Senado, do projeto que ratifica o acordo entre o Mercosul e a União Europeia. "Agora será sancionado pelo presidente e, em até 60 dias, deve entrar em vigência provisória", explicou.
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