Política
Presidente cancela sessão da CPMI do INSS após relator ficar afônico
Sessão que ouviria presidente da Dataprev e advogado é adiada após relator Alfredo Gaspar apresentar quadro de sinusite e perder a voz. Comissão também votaria 18 requerimentos, incluindo quebras de sigilo.
O presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG), decidiu cancelar nesta quinta-feira (5) a sessão da comissão que ouviria o presidente da Empresa de Tecnologia e Informações da Previdência (Dataprev), Rodrigo Ortiz, e o advogado Cecílio Galvão. O motivo foi o mal-estar do relator, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), que ficou devido a um quadro de sinusite agravado durante a madrugada.
Segundo a assessoria de Gaspar, o parlamentar apresentou febre, dores na garganta e perdeu a voz, impossibilitando a condução das oitivas previstas. “Durante a madrugada de hoje, teve febre, dores na garganta e ficou afônico, o que o impediu de dirigir conforme as oitivas previstas”, informou a nota oficial.
O pedido de adiamento foi feito pelo próprio relator e atendido pelo presidente da CPMI. “Apesar do quadro de sinusite, a saúde do relator da CPMI está estável e ele segue em acompanhamento médico”, informou o gabinete de Gaspar.
Além das oitivas, a comissão votaria nesta quinta-feira 18 requisitos, entre eles a convocação e a quebra de sigilos de Fabiano Zettel, cunhado do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Ambos foram presos na quarta-feira (4).
No momento, o governo e a oposição travam uma disputa para obter informações consideradas essenciais antes do encerramento dos trabalhos da comissão, previsto para 28 de março. O senador Carlos Viana defende a prorrogação das atividades da CPMI por mais 60 dias.
Integrantes da comissão avaliam que é necessário mais tempo para analisar documentos cruciais que ainda não foram entregues, como as quebras de sigilo de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e do Banco Master.
A corrida por informações ganhou força após a aprovação dos requisitos em votação tumultuada na semana passada. No mesmo dia, Viana solicita ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) que envie os dados sobre Lulinha em até cinco dias úteis.
O governo tentou reverter o resultado junto ao senador Davi Alcolumbre, presidente do Senado, mas não teve sucesso. Mesmo assim, aliados do governo temem que o material não chegue a tempo de ser comprovado antes do fim da CPMI, previsto para daqui a três semanas.
Uma decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, proferida na quarta-feira, aplicou ainda mais o cenário para a oposição. Dino anulou a quebra de sigilos bancário e fiscal da empresária Roberta Luchsinger, amiga de Lulinha.
Na avaliação de Viana e do relator, a decisão de Dino pode anular todos os requisitos aprovados naquele dia, inclusive a quebra de sigilos de Lulinha. “A abrangência da decisão deixa margem para dúvida. De qualquer forma, é um precedente para todos”, afirmou o relator.
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