Política
Girão cobra CPMI para investigar escândalo do Banco Master
Senador defende apuração rigorosa das denúncias e critica intimidação a jornalistas
Em pronunciamento no Plenário nesta quarta-feira (4), o senador Eduardo Girão (Novo-CE) destacou os desdobramentos da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, que investiga o escândalo envolvendo o Banco Master. Segundo o parlamentar, as investigações apontam para um grave esquema de corrupção e atuação do crime organizado, o que, em sua avaliação, exige uma resposta imediata do Congresso Nacional.
“Tem muita coisa a vir à tona ainda, e é por isso que nós conclamamos o povo brasileiro, os cidadãos de bem desta nação, a se posicionarem junto aos seus representantes aqui no Senado e na Câmara dos Deputados, porque é para ontem a instalação da CPMI do Banco Master. O presidente Davi Alcolumbre tem dois caminhos, ele escolhe. Ele é o presidente do Senado e é o presidente do Congresso Nacional; o que não pode é não decidir”, afirmou Girão.
O senador também lamentou a existência de uma estrutura organizada para intimidar jornalistas, o que, segundo ele, agrava ainda mais as denúncias relacionadas ao caso.
“Algo que é uma hecatombe no Brasil: uma atividade de máfia que hoje foi revelada, inclusive com violência, estratégias de intimidar jornalistas que criticam o dono do Banco Master, Vorcaro”, ressaltou.
Girão ainda criticou o cancelamento de sessões da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPMI) do Crime Organizado. Para ele, os adiamentos impedem a votação de requerimentos importantes, como pedidos de quebra de sigilo, e comprometem o andamento das investigações conduzidas pelo colegiado.
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