Política
Jornalista Ricardo Mota sugere “bode expiatório” e indica saída do secretário de Finanças de JHC após crise do IPREV com Banco Master
O jornalista Ricardo Mota publicou nesta sexta-feira (13) no portal cadaminuto.com.br uma análise em tom de bastidores apontando que o secretário municipal de Finanças de Maceió, João Felipe Borges, pode estar prestes a deixar o cargo na gestão do prefeito JHC - e levantou a hipótese de que ele esteja sendo preparado para virar “bode expiatório” no episódio que envolve os investimentos do IPREV Maceió em ativos do Banco Master.
Na postagem, Mota diz que a saída do secretário já é tratada como “certa”, ainda que não necessariamente imediata. Segundo o jornalista, o próprio titular das Finanças teria sinalizado internamente que não pretende permanecer na função caso haja mudança de comando na Prefeitura, numa referência ao cenário político de transição mencionado no texto.
“Bombardeado” por todos os lados - inclusive dentro da Prefeitura
O ponto mais sensível da publicação é a descrição do ambiente de desgaste: Mota afirma que João Felipe Borges estaria sendo “bombardeado por todos os lados”, inclusive por “fogo amigo” dentro da própria administração municipal. Ao mesmo tempo, reconhece que o secretário é visto como alguém discreto e, até então, elogiado pela forma como conduziu as finanças da capital.
É nesse contexto que surge o recorte do bode expiatório: a postagem afirma que o secretário pode vir a ser apontado — “ainda que não pelo próprio prefeito”, ressalva o autor - como responsável por uma operação que teria desperdiçado mais de R$ 100 milhões do IPREV em “títulos podres” do Banco Master. E dispara a pergunta que dá o tom da crítica: “Seria ‘apenas’ um bode expiatório?”
A lógica do “bode expiatório” em crise de gestão
Na leitura política sugerida por Ricardo Mota, a narrativa de responsabilização individual cumpre uma função clássica em crises de alto impacto: concentrar a culpa em uma peça, poupar o núcleo decisório e reduzir danos à imagem do comando, sobretudo quando o caso envolve dinheiro público e previdência de servidores — um tema altamente explosivo em qualquer prefeitura.
Ao insinuar a possibilidade de “bode expiatório”, o jornalista aponta que o desgaste pode estar sendo distribuído seletivamente, enquanto o debate público cobra respostas sobre quem nomeou o presidente do IPREV, quem decidiu, quem autorizou, quem se beneficiou e quais controles falharam no caminho.
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