Política

O fator Mendonça: no STF, "Caso Master" cai com ministro linha-dura que aposta em prisões e delações premiadas

Apontado como o relator mais rigoroso da Corte, André Mendonça conduzirá inquérito que mira o banqueiro Daniel Vorcaro e pode atingir políticos conectados ao escândalo

Redação 13/02/2026
O fator Mendonça: no STF, 'Caso Master' cai com ministro linha-dura que aposta em prisões e delações premiadas
O ministro André Mendonça - Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

O inquérito que apura o escândalo envolvendo o Banco Master ganhou um peso inédito nos bastidores do Supremo Tribunal Federal (STF). O caso caiu na relatoria do ministro André Mendonça, avaliado por interlocutores da Corte como o magistrado mais rigoroso possível para conduzir apurações dessa natureza.

A expectativa em Brasília é de que a atuação de Mendonça traga desdobramentos sensíveis, rápidos e duros para as autoridades e empresários citados nos autos.

O "Modus Operandi" do Relator

Fontes que acompanham o STF relembram o histórico recente de Mendonça em casos como o das fraudes no INSS. O ministro tem um perfil de atuação firme, marcado por:

  • Prisões Estratégicas: Manutenção de prisões preventivas para evitar destruição de provas e frear articulações.
  • Estímulo a Delações: A pressão das medidas cautelares costuma ser usada para encorajar a obtenção de acordos de colaboração premiada.

Os Alvos e o Clima na Corte

Advogados preveem que essa mesma linha seja aplicada no "Caso Master". O inquérito deve focar não apenas no banqueiro e empresário Daniel Vorcaro, mas também avançar profundamente no exame das conexões políticas mencionadas na investigação.

A relatoria de Mendonça também adiciona um ingrediente de tensão interna no STF. Em 2025, o ministro protagonizou divergências públicas com outros integrantes da Corte em debates sobre "ativismo judicial", evidenciando sua postura independente e muitas vezes desalinhada com a ala majoritária do tribunal.