Política
Presidente da CPI do Crime Organizado solicita convocação dos irmãos de Toffoli
Requerimentos serão avaliados na próxima reunião da comissão e envolvem investigação sobre o Banco Master
O senador Fabiano Contarato (PT-ES), presidente da CPI do Crime Organizado, apresentou nesta quinta-feira requerimentos que incluem a convocação de José Carlos e José Eugênio Dias Toffoli, irmãos do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli, no contexto das investigações sobre o caso Banco Master.
Segundo o parlamentar, a comissão irá pautar, na próxima reunião agendada para 24 de fevereiro, os requerimentos relacionados ao banco, incluindo aqueles que envolvem ministros do STF.
“A CPI do Crime Organizado cumpre uma função constitucional de investigar e fiscalizar a atuação de organizações criminosas que se utilizam do sistema financeiro nacional. Não podemos nos omitir diante desse escândalo que continua nos surpreendendo e horrorizando pela gravidade dos fatos revelados”, afirmou Contarato, em nota.
O senador também destacou que a comissão atuará de forma independente.
“O compromisso da CPI é unicamente com a Constituição e o interesse público. Não abro mão disso e garanto que a CPI continuará pautada pela independência. Ninguém será blindado, não importa o cargo, o poder que exerça ou a hierarquia que ocupe dentro ou fora das estruturas do Estado”, escreveu.
A apresentação dos requerimentos ocorre em meio à pressão da oposição sobre o ministro Dias Toffoli no caso Banco Master. Mensagens encontradas no celular do dono do banco mencionam o magistrado, o que levou parlamentares do PL e do Novo a apresentarem representações à Procuradoria-Geral da República (PGR) pedindo sua saída da relatoria do caso no STF.
Além disso, um novo pedido de impeachment contra o ministro será protocolado no Senado. Parlamentares também defendem a abertura de uma CPI específica para investigar a atuação do banco, mas a proposta enfrenta resistência da cúpula do Congresso, que prefere aguardar o andamento das investigações no Supremo.
Em nota divulgada nesta semana, o gabinete de Toffoli afirmou que os questionamentos se baseiam em ilações. Em manifestação posterior, o ministro admitiu ter sido sócio de uma empresa que detinha participação em um resort no Paraná e informou que vendeu sua parte a um fundo ligado ao pastor Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro. Toffoli também declarou que nunca recebeu valores do banqueiro ou de seus familiares.
Ao apresentar os requerimentos, Contarato também solicitou a quebra dos sigilos bancário, fiscal, telefônico e telemático da gestora Reag e de seu fundador, João Carlos Mansur, além do envio, pelo Banco Central, do processo administrativo que resultou na liquidação extrajudicial da instituição.
Mais lidas
-
1FESTIVIDADES
Existe feriado no carnaval? Como funciona para a empregada doméstica?
-
2TRABALHO
Calendário de 2026 concentra feriados em dias úteis e amplia impacto sobre a gestão do trabalho
-
3EDUCAÇÃO E VALORIZAÇÃO PROFISSIONAL
Proposta reduz jornada de professores da educação básica para 30 horas semanais
-
4SERVIÇO
IPVA 2026 RJ: confira o calendário de vencimentos por final de placa
-
5LUTO NO SERTÃO
Ex-vice-prefeito Édson Magalhães morre atropelado em Santana do Ipanema; liderança marcou os últimos 20 anos na região