Política
Ministro descarta vice de Lula e crava candidatura ao Governo de Alagoas em outubro
Em entrevista à GloboNews, emedebista enterra especulações sobre chapa nacional, elogia articulação de Lula e usa números do Ministério para alfinetar gestão Bolsonaro
O Ministro dos Transportes e ex-governador de Alagoas, Renan Filho (MDB), colocou um ponto final nas especulações que circulavam em Brasília e Maceió sobre seu futuro político. Em entrevista concedida à GloboNews nesta quarta-feira (11), ele foi categórico ao rejeitar a possibilidade de compor a chapa de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva como vice-presidente.
Ao ser questionado sobre a articulação entre PT e MDB, Renan foi direto:
“Eu sou candidato a governador de Alagoas”.
A frase redesenha o tabuleiro eleitoral de 2026. Ao confirmar o retorno à disputa estadual, Renan Filho sinaliza que o grupo governista (o "MDB de Alagoas") terá ele como cabeça de chapa, o que deve exigir um realinhamento das forças locais, incluindo o atual governador Paulo Dantas e as disputas pelas vagas ao Senado.
O Fator Lula e a "Extrema Direita"
Apesar de negar o posto de vice, Renan fez uma defesa enfática da capacidade política de Lula. Para o ministro, o cenário para 2026 é mais favorável ao atual governo do que foi em 2022, principalmente pela postura da oposição.
Segundo Renan, o "bolsonarismo" erra ao se isolar na extrema direita, perdendo a capacidade de dialogar com o centro — espaço que Lula tem ocupado com competência.
“O governo tem mais condições de fazer uma discussão ampla... no sentido de deixar o bolsonarismo mais à extrema direita, que é onde ele está posicionado e tem perdido, ao longo do tempo, a discussão com os partidos do centro”, analisou.
Ele lembrou que, na eleição passada, mesmo com a máquina na mão e entregando o governo ao Centrão, Bolsonaro perdeu porque Lula conseguiu ampliar o leque de alianças.
"Vacina" Administrativa: O Ministério como Vitrine
Renan Filho também usou o espaço para prestar contas de sua gestão no Ministério dos Transportes, utilizando dados para contrapor o governo anterior (Jair Bolsonaro/Tarcísio de Freitas). O ministro focou no número de concessões rodoviárias para demonstrar eficiência e atração de investimento privado.
“Eles fizeram apenas seis concessões rodoviárias em quatro anos de governo. Eu já fiz 22, e esse ano vamos atingir a marca de 35 concessões”, disparou.
O discurso de "tocador de obras" e destravamento da infraestrutura deve ser o mote principal de sua campanha para voltar ao Governo de Alagoas, contrastando gestão técnica com a polarização ideológica.
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