Política
CDH adia análise de cota em universidade para egresso de programa de acolhimento
Falta de quórum impede votação de projeto que prevê vagas em instituições federais para jovens que deixam abrigos sem adoção; outras pautas também foram adiadas.
A Comissão de Direitos Humanos (CDH) adiou nesta quarta-feira (11) a votação do projeto de lei que reserva vagas em universidades públicas para adolescentes que deixam programas de acolhimento institucional, aos 18 anos, sem terem sido adotados. A proposta estava entre os 19 itens da pauta, mas não houve quórum para deliberação. O texto poderá ser analisado na próxima reunião do colegiado.
De autoria do senador Jorge Kajuru (PSB-GO), o PL 1.983/2021 determina que, em cada instituição federal de ensino superior, sejam reservadas vagas em proporção no mínimo igual à de pretos, pardos, indígenas e pessoas com deficiência. Na ausência de dados do Censo sobre egressos de programas de acolhimento institucional, serão utilizados os números coletados pelos conselhos estaduais dos direitos da criança e do adolescente. As vagas remanescentes deverão ser preenchidas por estudantes que tenham cursado integralmente o ensino médio em escolas públicas.
Também foi adiada a votação do projeto que cria o Programa Transformação Digital para Ribeirinhos, Quilombolas e Comunidades Indígenas. De autoria do senador Jader Barbalho (MDB-PA), o PL 1.153/2025 busca capacitar essas comunidades para o acesso a tecnologias da informação e comunicação por meio da internet.
Outra proposta a ser analisada em outro momento é o PL 781/2022, do senador Romário (PL-RJ), que estabelece atendimento individualizado periódico na educação especial, na educação de jovens e adultos e no ensino remoto. O texto altera a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, que já prevê apoio especializado na escola regular para estudantes com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação. O projeto explicita que o apoio especializado deve incluir atendimento individualizado periódico e se estender à educação de jovens e adultos (EJA) e ao ensino remoto.
Também ficou para a próxima reunião da CDH a análise de oito requerimentos sobre realização de audiências públicas, solicitações de informações e diligências. Entre os pedidos de audiência, destaca-se a sugestão da presidente do colegiado, senadora Damares Alves (Republicanos-DF), para discutir a garantia dos direitos humanos no campo, considerando o desenvolvimento científico, a expansão do agronegócio e os desafios da sustentabilidade socioambiental (REQ 29/2026-CDH).
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