Política
Lula defende parceria com a China para produção de vacina
Presidente destaca importância da cooperação internacional e reforça compromisso com pesquisa em saúde
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva garantiu, nesta segunda-feira (9), que não faltarão recursos para pesquisas em saúde durante sua gestão. Ao participar de um evento no Instituto Butantan, em São Paulo, Lula defendeu o multilateralismo e ressaltou a parceria com a China para a produção de vacinas no Brasil, esclarecendo que a escolha não representa uma preferência pelo país asiático em detrimento dos Estados Unidos.
“Nós estamos escolhendo aquilo que é melhor para o nosso país. E se a China aceita fazer uma parceria conosco na produção de vacina e vai produzir a quantidade que, ainda, a gente não tem condição de produzir, por que não fazer um convênio com a China?”, afirmou Lula.
O evento marcou o início da vacinação contra a dengue para profissionais de saúde da atenção primária, em todo o país. O imunizante, desenvolvido integralmente pelo Butantan após mais de 15 anos de pesquisa com apoio dos governos paulista e federal, é 100% nacional.
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“Enquanto eu tiver possibilidade de ajudar, não faltará dinheiro para a pesquisa, nem no Butantan e nem em outro instituto de pesquisa deste país”, declarou Lula.
A expectativa é imunizar 1,2 milhão de trabalhadores da linha de frente do Sistema Único de Saúde (SUS). A ampliação da vacinação para a população de 15 a 59 anos, começando pelos mais velhos, está prevista para o segundo semestre, conforme o Butantan aumente sua capacidade produtiva.
O Ministério da Saúde está adquirindo todo o lote disponível da vacina. Com a transferência de tecnologia para a empresa chinesa WuXi Vaccines, por meio de uma parceria estratégica Brasil-China, a produção poderá ser ampliada em até 30 vezes.
Lula também abordou a disseminação de fake news que buscam desacreditar a importância da vacinação e destacou a necessidade de conscientizar a sociedade para retomar o hábito de se vacinar, como ocorria anteriormente.
“Nós temos a obrigação de não desanimar, de fazer campanha, de falar na escola, os professores falarem, os pastores e padres falarem [nas igrejas], os políticos falarem, até que a gente convença as pessoas de que tomar vacina significa evitar a possibilidade de que, em algum momento, a natureza [os vírus e bactérias] possa atrapalhar a vida de uma pessoa”, concluiu Lula.
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