Política

CAE analisa equiparação de isenção tributária para Áreas de Livre Comércio do Norte

Projeto de lei propõe ampliar benefícios fiscais para todas as ALCs da região, corrigindo distorções atuais

06/02/2026
CAE analisa equiparação de isenção tributária para Áreas de Livre Comércio do Norte
Área de livre comércio de Boa Vista conta com benefício fiscal que projeto estende às demais ALCs da região - Foto: Divulgação/Suframa Fonte: Agência Senado

A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado deve analisar, na próxima terça-feira (10), o projeto de lei que equipara à exportação a compra ou venda de mercadorias nacionais realizadas por empresas que atuam em todas as Áreas de Livre Comércio (ALCs) da região Norte. Na prática, a proposta amplia a isenção de tributos, atualmente restrita a algumas dessas áreas, para todas as ALCs. A reunião está marcada para as 10h.

O PL 2.697/2023, de autoria do senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), conta com relatório favorável do senador Alan Rick (Republicanos-AC), que apresentou um substitutivo ao texto original.

Com as alterações, o projeto reduz a zero as alíquotas da Contribuição para o PIS/Pasep e da Cofins nas vendas internas para as Áreas de Livre Comércio de Tabatinga (AM), Macapá e Santana (AP), Brasiléia e Cruzeiro do Sul (AC) e Guajará-Mirim (RO).

Segundo Alan Rick, o texto preserva o mérito da proposta ao tratar de forma isonômica todas as ALCs do país. O relator destaca ainda que o projeto utiliza uma lei interpretativa para solucionar uma questão já amplamente judicializada. A proposta também esclarece o alcance da Lei 10.996, de 2004, que alterou legislações tributárias para conceder benefícios fiscais específicos, e restaura o entendimento anterior à decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que havia garantido a equiparação às exportações apenas para empresas das ALCs de Roraima.

Banco Master

Após a votação dos projetos em pauta, a CAE realizará reunião do grupo de senadores que acompanha as investigações envolvendo o Banco Master, para deliberar sobre requerimentos.

Instalado no último dia 4 no âmbito da comissão, o grupo prevê a realização de audiências públicas, diligências, visitas a órgãos de controle e, se necessário, a adoção de medidas como a quebra de sigilos. O plano de trabalho busca fortalecer o papel fiscalizador do Senado e avaliar possíveis mudanças regulatórias e legislativas.