Política
Projeto prevê triagem obrigatória para autismo em crianças a partir dos 16 meses
Proposta em análise na Câmara dos Deputados estabelece avaliação precoce para identificar riscos de TEA e garantir intervenção imediata.
O Projeto de Lei 2063/25, em tramitação na Câmara dos Deputados, propõe tornar obrigatória a triagem para identificação de risco de Transtorno do Espectro Autista (TEA) em crianças a partir dos 16 meses de idade.
De autoria do deputado Dr. Zacharias Calil (União-GO), a proposta determina que o teste seja aplicado em todos os bebês dessa faixa etária, independentemente de suspeitas prévias.
Segundo o parlamentar, o diagnóstico realizado entre 16 e 36 meses é fundamental para o sucesso das terapias e tratamentos. "Estudos científicos têm evidenciado, de forma categórica, que o início precoce do acompanhamento pode reduzir significativamente as dificuldades de desenvolvimento associadas ao TEA", destaca.
Calil ressalta que a medida antecipa cuidados de saúde e contribui para a redução dos custos sociais e econômicos decorrentes da falta de assistência na infância.
Como funcionará a triagem
O texto prevê que a avaliação utilize instrumentos padronizados, traduzidos e validados para o português, seguindo recomendações da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) ou do Ministério da Saúde.
Entre os exemplos citados está o M-CHAT (Modified Checklist for Autism in Toddlers), um questionário simples capaz de rastrear sinais de risco em crianças pequenas.
Intervenção imediata
Se a triagem indicar possibilidade de autismo, a criança deverá ser encaminhada para duas ações simultâneas:
- avaliação com equipe multiprofissional para confirmação do diagnóstico;
- programa de estimulação precoce.
A diretriz busca evitar que a criança fique sem assistência enquanto aguarda o laudo médico definitivo, aproveitando a janela de neuroplasticidade da primeira infância.
Deveres do Estado
O projeto também prevê que o Poder Executivo capacite profissionais de saúde, educação e assistência social para aplicar a triagem e orientar as famílias.
Além disso, determina a realização de campanhas de conscientização sobre os sinais precoces do TEA.
Próximos passos
A proposta tramita em caráter conclusivo e será analisada pelas comissões de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência; de Saúde; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Para virar lei, o projeto precisa ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.
Mais lidas
-
1TRABALHO
Calendário de 2026 concentra feriados em dias úteis e amplia impacto sobre a gestão do trabalho
-
2SERVIÇO
IPVA 2026 RJ: confira o calendário de vencimentos por final de placa
-
3EDUCAÇÃO E VALORIZAÇÃO PROFISSIONAL
Proposta reduz jornada de professores da educação básica para 30 horas semanais
-
4LUTO NO SERTÃO
Ex-vice-prefeito Édson Magalhães morre atropelado em Santana do Ipanema; liderança marcou os últimos 20 anos na região
-
5TRIBUTOS
IPVA 2026: Primeira parcela ou cota única começa a vencer nesta quarta-feira; confira como pagar