Política
Aldo Rebelo lança pré-candidatura ao Planalto e critica atuação do STF
Ex-ministro afirma que há desequilíbrio entre os Poderes, ataca política ambiental do governo Lula e defende retomada do protagonismo do Congresso Nacional
O ex-ministro Aldo Rebelo (Democracia Cristã) lançou, neste sábado (31), em São Paulo, sua pré-candidatura à Presidência da República. Durante o evento, o político adotou um discurso crítico ao Supremo Tribunal Federal (STF) e sustentou que o Brasil atravessa um momento de desequilíbrio institucional, com concentração excessiva de poder no Judiciário.
Em sua fala, Rebelo afirmou que decisões recentes da Suprema Corte têm ultrapassado os limites constitucionais ao interferirem diretamente em matérias que, segundo ele, são de competência do Congresso Nacional. Como exemplo, citou julgamentos relacionados ao marco temporal para a demarcação de terras indígenas, aprovados pelo Legislativo e posteriormente questionados ou revertidos pelo STF.
“O Supremo não pode se colocar acima dos demais Poderes”, declarou o pré-candidato. Para Rebelo, o protagonismo político deixou de estar no Parlamento e no debate público, migrando para decisões individuais de ministros da Corte, o que, em sua avaliação, fragiliza o sistema democrático e enfraquece a representação popular.
Além das críticas ao Judiciário, o ex-ministro também direcionou ataques à política ambiental adotada pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Segundo ele, o atual modelo impõe entraves ao desenvolvimento econômico e desestimula o setor produtivo. Rebelo defendeu uma mudança de orientação, com foco no estímulo ao empreendedorismo e na ampliação dos investimentos privados, diante da limitação fiscal do Estado.
“O Brasil precisa recuperar a confiança de quem investe e produz riqueza. Sem isso, não há crescimento sustentável nem geração de empregos”, afirmou durante o lançamento.
Aldo Rebelo nasceu em 23 de fevereiro de 1956 e possui uma longa trajetória na política nacional. Foi ministro da Defesa, da Ciência, Tecnologia e Inovação, do Esporte e das Relações Institucionais nos governos Lula e Dilma Rousseff. Também exerceu cinco mandatos como deputado federal e presidiu a Câmara dos Deputados entre 2005 e 2007.
Historicamente ligado à esquerda, Rebelo integrou o PCdoB por cerca de quatro décadas. Nos últimos anos, porém, passou a se aproximar de setores conservadores e do bolsonarismo. Como sinal desse reposicionamento político, convidou o ex-ministro das Comunicações do governo Jair Bolsonaro, Fábio Wajngarten, para compor a chapa presidencial como candidato a vice.
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