Política
PT intensifica mobilização e pressiona por candidaturas de destaque para 2026
Resolução da Executiva Nacional reforça importância da reeleição de Lula e de candidaturas estratégicas, como a de Fernando Haddad
O Partido dos Trabalhadores (PT) intensificou o apelo à sua militância para garantir a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ampliar as bancadas na Câmara e no Senado e conquistar governos estaduais nas eleições de 2026. Embora o discurso oficial mantenha tom genérico, a cobrança se soma à pressão pública e interna para que líderes de destaque do partido, como o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, aceitem disputar cargos eletivos no próximo pleito.
Em resolução divulgada na noite desta quinta-feira (29), a Executiva Nacional do PT destacou que a eleição de 2026 "terá caráter histórico". O documento afirma que a "reeleição do presidente Lula é condição estratégica para consolidar a democracia, derrotar o bolsonarismo — vertente brasileira do fascismo —, os projetos antinacionais e antipovo, além de aprofundar as transformações iniciadas no Brasil, voltadas à superação das desigualdades e à construção de um novo projeto de desenvolvimento nacional, soberano, sustentável e inclusivo".
Na quarta-feira (28), em conversa com jornalistas, a ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, adotou o mesmo tom ao classificar o momento como "histórico" e defender que as principais lideranças do PT estejam na disputa eleitoral, com destaque para Fernando Haddad.
"A tarefa que se coloca para 2026 exige, além da reeleição do presidente Lula, a construção de uma maioria democrática e popular no Congresso Nacional. É fundamental que nossa campanha dialogue com o povo brasileiro sobre a importância de eleger deputados(as), senadores(as) e governadores(as) do PT e dos partidos comprometidos com o projeto liderado por Lula", reforçou a legenda.
Embora o documento não cite explicitamente nomes para as candidaturas, o texto enfatiza a necessidade de encarar o processo eleitoral com seriedade, classificando-o como a "grande batalha política de 2026".
"2026 é o ano para reafirmar que o Brasil escolhe a democracia, a justiça social, a soberania nacional e o futuro. E essa escolha passa, necessariamente, pela reeleição do presidente Lula, pela eleição de muitos(as) governadores(as) e de uma maioria parlamentar na Câmara e no Senado comprometida com esse projeto, além da derrota definitiva do bolsonarismo como projeto de poder", diz a resolução.
Nos bastidores, o PT tem intensificado os pedidos para que suas principais lideranças sejam candidatas. O principal nome em evidência é o de Fernando Haddad, ministro da Fazenda, que ainda resiste à pressão para disputar um cargo em 2026. Outros dirigentes, como Gleisi Hoffmann, já atenderam ao chamado de Lula: a ministra aceitou ser candidata ao Senado pelo Paraná, alterando sua estratégia inicial, que era buscar uma vaga na Câmara dos Deputados.
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