Política

Médico relata sintomas de tontura, desequilíbrio e oscilação de memória em Bolsonaro

Quadro do ex-presidente é considerado estável após queda na sede da Polícia Federal; exames apontam traumatismo craniano leve.

07/01/2026
Médico relata sintomas de tontura, desequilíbrio e oscilação de memória em Bolsonaro
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) - Foto: Reprodução

O médico Brasil Caiado, que acompanha o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), informou nesta quarta-feira (7) que o quadro clínico do ex-presidente é estável, mas apresenta sintomas como tontura, desequilíbrio, oscilação de memória e possível interação medicamentosa. Bolsonaro foi submetido a exames após sofrer uma queda na Superintendência da Polícia Federal em Brasília, onde está preso desde novembro.

"Ele estava estável e o que me chama a atenção no momento, desde ontem ou há dois ou três dias, são esses quadros que eu relatei: tontura, desequilíbrio e oscilação da memória", declarou Caiado a jornalistas.

De acordo com o médico, Bolsonaro passou por tomografia e ressonância magnética do crânio, além de eletroencefalograma, que identificaram um traumatismo craniano leve e contusões nas regiões frontal e temporal direitas. "A lesão não é preocupante. O que me chama mais atenção é a interação medicamentosa, e estamos com essa dificuldade", explicou.

Caiado também afirmou que não foi confirmada crise convulsiva: "A crise convulsiva não se confirmou pelo exame, foi uma suspeita clínica, fica no ar, mas provavelmente não".

O médico destacou ainda a dúvida sobre a administração dos remédios para soluço do ex-presidente. "Uma alternativa é suspender os medicamentos e colocar o presidente num quadro degradante de soluço, ou manter a medicação e aumentar o risco, que ainda não sei se é, vamos avaliar, mas são hipóteses que vamos trabalhar", disse.

Michelle e Carlos Bolsonaro

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro afirmou que Jair Bolsonaro está "abalado" e negou risco de fuga caso ele volte para a prisão domiciliar. "Nossa casa é um presídio. Não tem como ele fugir", declarou.

Michelle defendeu o retorno do marido à prisão domiciliar: "Ele não tem que estar na Papudinha, não tem que estar na Superintendência. Ele tem que estar em prisão domiciliar, assim como o ex-presidente Fernando Collor".

Carlos Bolsonaro, filho do ex-presidente, afirmou que o pai sofre de falta de ferro e labirintite, e alertou que a ausência de acompanhamento médico constante pode ser "fatal". "Se você não tiver um acompanhamento integral, não é de familiar ou não, tem que ser médico, enfermeiro integral acompanhando ele, eu tenho receio, é quase certeza que vai acontecer novamente, e pode ser uma coisa fatal", afirmou.

Bolsonaro está preso na Superintendência da Polícia Federal em Brasília desde 22 de novembro. Em 24 de dezembro, foi internado para procedimentos médicos relacionados a uma hérnia inguinal e para tratar crises de soluço.