Política
Cleitinho critica forma de indicações ao STF e privilégios de quem deixa a Corte
Em pronunciamento no Plenário nesta terça-feira (21), o senador Cleitinho (Republicanos-MG) criticou atuação do Supremo Tribunal Federal (STF) e a forma como ministros vêm sendo indicados. O parlamentar disse que a independência entre os Poderes fica comprometida quando aliados ou advogados pessoais do presidente da República são nomeados para a Corte.
— Acho que a indicação não deveria vir do presidente da República. Deveria ser uma lista tríplice. Seja o STJ, a OAB, a própria PGR ou o Conselho Nacional de Justiça que fizesse uma lista tríplice, mandasse aqui para o Senado, e nós, senadores, sabatinaríamos e indicaríamos para o presidente. Os Poderes são independentes. Os Poderes, dessa forma, não ficam independentes — disse.
O parlamentar também questionou a manutenção de salários de ministros que deixam o cargo e citou gastos recentes do Judiciário com veículos oficiais. Na avaliação dele, os privilégios contrastam com a realidade da população.
— Sobre a questão do [ministro Luís Roberto] Barroso. Ele pediu para sair. Ele não completou todo o mandato dele. Ele pediu para sair e vai continuar recebendo o salário que ele recebe como ministro. Faço uma pergunta para você que está aqui: se você está trabalhando em uma empresa e você pede para sair, essa empresa continua lhe pagando? É só no Brasil que acontece isso. Barroso, com todo o respeito que eu tenho a V. Exa. tome vergonha na cara e abra mão desse salário. Você pediu para sair — afirmou.
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