Política
Deltan Dallagnol diz que pode ser candidato à prefeitura de Curitiba ou lançar sua esposa
Desde a sua filiação, no final de setembro, 1720 pessoas ingressaram no Novo; disputa na capital do Paraná tem entrave na direita
O deputado cassado Deltan Dallagnol (Novo-PR) afirmou neste sábado que ele ou a sua esposa, Fernanda, podem concorrer à prefeitura de Curitiba nas eleições municipais do ano que vem. O anúncio foi feito durante evento do Partido Novo
Além do casal Dallagnol, as vereadoras Amália Tortato e Indiara Barbosa também manifestaram interesse em disputar o pleito e, de acordo com informações do partido, a cabeça da chapa será definida internamente, com base em pesquisas.
— O Novo está em primeiro lugar nas pesquisas e tem excelentes nomes que podem ser lançados para a prefeitura de Curitiba, como Fernanda, Amália e Indiara. Vamos para a linha de frente dessa batalha junto com a população guerreira da República de Curitiba, que sempre apoiou a Lava Jato — disse Deltan Dallagnol na manhã deste sábado.
Administradora de formação e sem nunca ter concorrido a um cargo eletivo, Fernanda Dallagnol afirmou no encontro que resolveu entrar na política após a cassação do marido.
Em maio, os ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) cassaram por unanimidade Dallagnol com base na Lei da Ficha Limpa. Os magistrados entenderam que ele deixou o Ministério Público para evitar uma eventual punição administrativa, que poderia torná-lo inelegível.
No final de setembro, os dois se filiaram ao Partido Novo, com um projeto de formar lideranças. De acordo com o presidente nacional, Eduardo Ribeiro, de lá para cá, o partido filiou 1720 pessoas, o maior número mensal desde 2019. Segundo dados do TSE, o partido conta com 35.135 integrantes, dos quais 4,2 mil ingressaram neste ano.
A confirmação de que o Novo terá candidato em Curitiba no ano que vem gera um entrave na direita. Na capital, o PL avalia o ex-deputado Paulo Martins, mas quem largou na frente para formar alianças foi o vice-prefeito, Eduardo Pimentel (PSD). Com apoio do prefeito, Rafael Greca, e do governador Ratinho Jr. (PSD), Pimentel tende a atrair PP, MDB e Solidariedade, e mira o União Brasil.
Disputa na esquerda
No campo à esquerda, os pré-candidatos também disputam apoios, em especial, o do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Até o momento, o deputado federal Luciano Ducci (PSB) e o deputado estadual Goura (PDT) já se apresentam, mas ainda há dúvida sobre qual nome será escolhido pelo PT. O líder do partido na Câmara dos Deputados, Zeca Dirceu, e os deputados Renato Freitas e Carol Dartora são outros cotados.
Ducci desponta como o mais engajado neste primeiro momento, falando abertamente sobre a disputa e buscando o aval do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB):
—Espero contar com apoio do presidente, do vice-presidente, dos ministros que são e não são do PSB — ressalta Ducci.
O deputado federal, no entanto, não é bem-visto por algumas lideranças do PT pelo seu passado tucano, quando foi vice de Beto Richa (PSDB).
Tanto Luciano Ducci quanto Goura já disputaram, sem sucesso, a prefeitura de Curitiba. O primeiro perdeu a disputa para o atual governador, Ratinho Júnior, em 2012. Já Goura disputou o último pleito e ficou em segundo lugar, com 13% dos votos. O atual prefeito foi reeleito em primeiro turno.
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