Política
'Pessoas foram curadas ali', diz em depoimento major da reserva que liderou acampamento golpista em Brasília
Bolsonarista prestou depoimento à CPI da Câmara Distrital que investiga atos golpistas de 8 de Janeiro
O major da reserva da Polícia Militar, Cláudio Mendes dos Santos, apontado como líder do acampamento golpista montado em frente ao Quartel-General do Exército do Distrito Federal, prestou depoimento nesta quinta-feira no CPI que investiga os atos de vandalismo promovidos por apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro nos prédios dos Três Poderes, no dia 8 de janeiro. Em sua fala, o militar afirmou que área era "santuário para igrejas" e que "muitas pessoas foram curadas" no local.
— Pessoas foram curadas ali, isso é espiritual, curadas de doenças. O local virou um santuário para muita igrejas, é só pegar as imagens— afirmou o Mendes dos Santos.
Após a fala do major, o presidente da comissão, o deputado distrital Chico Vigilante (PT-DF), interrompeu o depoente para lembrar que no acampamento foi construída uma bomba depois encontrada em um caminhão nas imediações do aeroporto de Brasília e foi onde um grupo de terroristas planejou a implosão de torres de alta tensão de Furnas. O local também acomodou parte do grupo de manifestantes que depredaram os prédios do Supremo Tribunal Federal (STF), do Congresso e o Palácio do Planalto, que se dirigiram para o acampamento após a polícia dispersar o ato golpista.
— Aquilo ali não era um santuário, aquilo ali era uma área de terroristas que queriam efetivamente cessar o processo democrático nesse país — falou o deputado.
Ainda em seu depoimento, o policial aposentado afirmou que parte da motivação para permanecer no acampamento era a afirmação de Bolsonaro de que (ira fazer) "tudo dentro das quatro linhas" .
— Levou a gente a ficar lá — contou Cláudio Mendes dos Santos.
O depoimento do militar estava incialmente marcado para o dia 19 de outubro, mas foi adiado por um pedido do próprio depoente, que na primeira data alegou estar passando mal. A comissão, que chega em sua reta final, prevê ainda ouvir o coronel da PMDF Reginaldo de Souza Leitão, chefe do Centro de Inteligência da corporação no dia 8 de janeiro, antes da elaboração do relatório final.
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