Política
Após indicar presidente da Caixa, Lira diz que Câmara "nunca faltou ao governo" e tece elogios a Lula
Foi a primeira manifestação pública do deputado em relação ao Planalto desde que Rita Serrano foi substituída na chefia do banco estatal por Carlos Antônio Vieira Fernandes
Cinco dias depois de emplacar sua indicação ao comando da Caixa Econômica Federal, o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), teceu elogios ao governo Lula nesta segunda-feira. Foi a primeira manifestação pública do deputado em relação ao Planalto desde que Rita Serrano foi substituída na chefia do banco estatal por Carlos Antônio Vieira Fernandes, nome chancelado por Lira.
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As declarações do parlamentar aconteceram durante a cerimônia de lançamento do novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) em Maceió, capital de Alagoas, estado do presidente da Câmara. Em seu discurso, Lira ressaltou a importância da iniciativa, uma das principais bandeiras da gestão petista desde que Luiz Inácio Lula da Silva voltou à presidência.
— O PAC é mais um instrumento para que isso aconteça, é uma política importantíssima do governo do presidente Lula que é posta em prática aqui na data de hoje pelo ministro Rui Costa e tem respaldo para isso. O ministro Rui trabalha 24 horas ao lado do presidente da República — pontuou o parlamentar, referindo-se ao titular da Casa Civil, com quem trocou gracejos e gargalhadas ao longo do evento.
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Em sua fala, Lira também destacou a parceria entre a Casa que comanda e o Executivo.
— A Câmara nunca faltou ao Brasil e ao governo federal, especialmente nesses assuntos de geração de emprego, renda, melhoria do ambiente de negócio, crescimento da nossa economia, facilitação da diminuição das desigualdades regionais, sejam econômicas, sejam estruturantes — enumerou.
Além de Rui Costa, também participaram do evento de lançamento do PAC em Maceió os ministros Silvio Costa Filho (Portos e Aeroportos) e Renan Filho (Transportes), este último filho do senador Renan Calheiros (MDB-AL), um dos principais adversários de Lira na política local. Governador de Alagoas — apoiado por Calheiros contra o nome do presidente da Câmara nas eleições do ano passado —, Paulo Dantas sentou-se entre Lira e Rui Costa na cerimônia.
Mudança na Caixa
Lira participou ativamente das negociações para a troca na presidência da Caixa. Horas após o anúncio da saída, ele avisou que a Câmara votaria o projeto que taxa offshores e fundos exclusivos, aprovado com amplo apoio de partidos do Centrão, bloco que tem no deputado um de seus principais expoentes.
A substituição de Rita Serrano por Carlos Antônio Vieira Fernandes, contudo, não cessou a pressão do Centrão por cargos no banco estatal. O grupo político age agora para ocupar as 12 vice-presidências do órgão, mas o governo resiste a ceder todas as cadeiras.
Antes da mudança na Caixa, o governo já havia consolidado a aliança com o Centrão ao ceder os ministérios do Esporte e de Portos e Aeroportos ao grupo. Para o lugar de Ana Moser, foi nomeado o deputado André Fufuca (PP-MA), que era o líder do PP na Câmara. Já a pasta de Portos e Aeroportos ficou com o deputado Silvio Costa Filho (Republicanos-PE).
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