Política
Após ‘despejo’ do PSDB, sala de liderança é disputada por Podemos e bancada feminina no Senado
Com apenas dois senadores, tucanos perderam espaço valorizado na Casa
Um espaço privilegiado, a poucos passos do plenário e às margens do famoso carpete azul do Congresso Nacional é alvo de disputa de lideranças do Senado. A sala foi ocupada por duas décadas pelo PSDB, mas o partido perdeu senadores e teve de deixar a sala, após uma tentativa frustrada de filiar o senador Marcos do Val (Podemos-ES). Agora, a recém-criada bancada feminina e o Podemos reivindicam o local.
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Segundo o senador Izalci Lucas (PSDB-DF), os tucanos deixaram o local há cerca de 15 dias, quando ele viu sua tentativa de ampliar a bancada ser frustrada pela presidência do partido.
No final de setembro, Marcos do Val chegou a anunciar sua ida para o PSDB e até a compartilhar uma foto ao lado de Izalci, presidente do diretório tucano no Distrito Federal (DF), para celebrar a mudança.
A movimentação, no entanto, desagradou o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, que comandava a executiva nacional do PSDB e pediu para a direção nacional do partido vetar a ida de Do Val. Após a reação da legenda, Do Val voltou atrás e decidiu permanecer em seu atual partido, o Podemos.
Pelo regimento do Senado, para se ter uma liderança, com uma sala própria e servidores, é preciso ter ao menos três senadores. O PSDB tem atualmente dois, com Izalci e Plínio Valéio (PSDB). O partido tinha essa prerrogativa desde a Constituinte, em 1988.
No começo deste ano, a bancada do PSDB era formada por 4 senadores, mas Mara Gabrilli migrou para o PSD em janeiro e Alessandro Vieira (SE), para o MDB em junho.
—Acho difícil filiar alguém agora, isso depende muito da presidência do partido— disse Izalci ao GLOBO.
Com desempenho eleitoral em queda nas suas últimas três disputas e dificuldade para forjar novas lideranças em capitais e grandes cidades, o PSDB teme um novo esvaziamento nas eleições municipais de 2024.
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