Política
Lula diz que vai indicar PGR e ministro do STF neste ano e afirma que 'procurador não pode fazer política'
Presidente deixou em aberto possibilidade de escolher mulheres para os cargos e ressaltou que é preciso levar em consideração chance de aprovação no Senado
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta sexta-feira que irá fazer indicações para o Supremo Tribunal Federal (STF) e para a Procuradoria-Geral da República (PGR) ainda neste ano e, após dizer que o gênero ou a cor não será critério de escolha, deixou em aberto a possibilidade de nomear uma mulher para os dois cargos. Ao tratar sobre a indicação à chefia do Ministério Público Federal, Lula disse que o procurador escolhido tem que ser alguém que não faça "política".
O comando da PGR está vago desde o fim de setembro, com a saída de Augusto Aras, que ocupou o cargo durante a gestão de Jair Bolsonaro. Dias depois, a ministra Rosa Weber se aposentou do STF, abrindo uma nova posição na Corte.
Diante da indenifição nos dois cargos, Lula negou que não tenha "pressa" para escolher, mas afirmou que precisava fazer uma cirurgia no quadril, que foi realizada no fim de setembro. Como parte da recuperação, ele precisou ficar três semanas no Palácio da Alvorada, parte deste período sem receber visitas.
— Não é que eu não tenho pressa. Eu tenho pressa, mas eu precisava fazer uma cirurgia. Eu estava há 14 meses com uma dor insuportável. Eu já não tinha mais paciência, eu chegava aqui de manhã já com um humor muito azedo — afirmou Lula, em café da manhã com jornalistas.
O presidente afirmou que "pode escolher amanhã" e disse que é preciso levar em consideração a chance de aprovação no Senado. Nesta semana, senadores rejeitaram a indicação do governo para a chefia da Defensoria Pública da União (DPU).
— Então eu agora não vou esperar o final do ano. Eu posso escolher amanhã. Semana que vem, depois de amanhã. Eu vou escolher as pessoas certas, adequadas, para o lugar certo. Em função da circunstância política, porque eu não posso fechar os olhos e não enxergar que eu tenho que mandar um nome para ser aprovado pelo Senado.
Falando especificamente sobre a PGR, Lula afirmou que o escolhido não pode "fazer pirotecnia" nem "perseguir ninguém".
— Eu tenho que escolher um procurador que tenha noção do papel, do procurador de Estado. O procurador não pode ser procurador e fazer política. Ele tem que cumprir um papel sério. Não fazer pirotecnia, não perseguir ninguém. É isso que eu quero.
Cobrado pela falta de representatividade feminina em algumas escolhas, o presidente afirmou que vai escolher "um procurador-geral ou procuradora" e um "ministro ou a ministra".
— Eu vou indicar. Logo, logo vocês vão saber que eu vou indicar. Eu vou indicar o procurador-geral, ou procuradora, eu vou indicar o ministro ou a ministra, eu vou indicar o Cade, eu vou indicar mais gente. E com muita tranquilidade.
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