Política
Ex-secretário de Bolsonaro, senador pode ser cassado por suposta interferência de Hang na eleição de 2022; entenda
Justiça Eleitoral analisa acusação de abuso de poder econômico contra Jorge Seif (PL-SC) é acusado de abuso de poder econômico; nesta manhã, 'Seif cassado' é um dos assuntos mais comentados do X
O ex-secretário de Aquicultura e Pesca do governo de Jair Bolsonaro, o senador Jorge Seif (PL-SC) é alvo de um processo de cassação na Justiça Eleitoral por suposta interferência do empresário Luciano Hang, da loja de departamentos Havan, na sua campanha do ano passado. Nesta quinta-feira, às 17h, a ação começa a ser votada no Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina (TRE-SC). Nesta manhã, o termo "Seif cassado" é um dos assuntos mais comentados no X (antigo Twitter).
Movida pela coligação estadual "Bora Trabalhar", composta pelo Patriota, PSD e União Brasil, a ação alega que Seif cometeu abuso de poder econômico na disputa ao Senado, em 2022. O senador teria usado cinco aeronaves da loja Havan durante a campanha, sem prestar contas à Justiça Eleitoral. Além disso, o aliado de Bolsonaro teria sido financiado por um sindicato e recebido assessoria de imprensa por parte da empresa de Hang, o que é vedado pela legislação. Neste contexto, os adversários políticos solicitam a inelegibilidade pelos próximos oito anos.
Nesta disputa, Seif foi eleito com 39,8% dos votos em Santa Catarina. O candidato da coligação, o ex-governador Raimundo Colombo (PSD), ficou em segundo lugar com 16,3%.
Contra Seif, há um precedente negativo. Em maio deste ano, o ex-prefeito de Brusque, Ari Vequi, foi cassado justamente por ter usado a estrutura da Havan nas eleições de 2020. Caso o senador seja condenado, sua defesa ainda poderia recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
A expectativa, contudo, é de nesta quinta-feira ainda não tenha uma definição. Como a votação será iniciada hoje, alguns dos sete ministros da Corte regional pode pedir vista ao processo, adiando sua conclusão. Até o momento, a Procuradoria Regional Eleitoral considerou a denúncia improcedente e defendeu, em manifestação, a permanência do senador no Congresso Nacional.
Procurado pela reportagem, o senador afirmou que não irá se manifestar sobre o caso. Nos autos do processo, sua defesa afirma não ter provas que sustentem a acusação de que houve abuso de poder econômico.
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