Política
Governo demite servidores da Abin presos em operação da PF
Decisão está relacionada com procedimento de investigação interna anterior à ação policial desta manhã
O governo anunciou na noite desta sexta-feira a demissão de dois servidores da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) presos em operação da Polícia Federal nesta manhã. A decisão, no entanto, está relacionada a um procedimento de investigação que já corria internamente na agência.
Eduardo Izycki e Rodrigo Colli já eram alvos de um procedimento sob suspeita de oferecerem ao Exército, por meio de uma empresa, um sistema de monitoramento de redes sociais desenvolvido internamente na Abin.
Na operação deflagrada nesta sexta-feira, a Polícia Federal apontou que os dois servidores teriam utilizado seu conhecimento sobre o uso indevido do programa espião First Mile para coagir a cúpula da agência e evitar a sua demissão.
"A decisão foi tomada após constatada a participação, na condição de sócios representantes da empresa ICCIBER/CERBERO, de pregão aberto pelo Comando de Defesa Cibernética do Exército Brasileiro (pregão nº 18/2018-UASG 160076). O pregão tinha por objeto a aquisição de solução de exploração cibernética e web intelligence capaz de realizar coleta de dados e diversas fontes da internet", diz a nota da Casa Civil.
De acordo com o governo, os servidores incorreram em três infrações administrativas: violação de proibição contida expressamente em lei — atuação em gerência e administração de sociedade empresária; improbidade administrativa por violação de dever mediante conduta tipificada em lei como conflito de interesse; violação do regime de dedicação exclusiva a que se submetem todos os ocupantes do cargo de Oficial de Inteligência da Abin.
A suspeita da Abin era de que ambos usaram sua posição como agentes de inteligência para ajudar uma empresa que estaria em nome de laranjas, em processos de licitação para o Exército entre 2018 e 2019. O objetivo da contratação seria uma plataforma destinada a fornecer informações de inteligência. A empresa, entretanto, não conseguiu o contrato.
A operação da PF desta manhã foi determinada pelo ministro Alexandre Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Além das duas prisões, outros três servidores foram afastados dos cargos.
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