Política
Braskem: Renan reafirma apoio a vítimas de bairros afundados em Maceió
O senador Renan Calheiros (MDB-AL) se reuniu nesta quarta, 5, com moradores e representantes das vítimas do desastre ambiental provocado pela indústria química Braskem em Maceió, que começou a ser percebido em 2018. Renan reafirmou o apoio às comunidades atingidas pelo afundamento dos bairros do Pinheiro, Bebedouro, Mutange, Flexal de Baixo, Flexal de Cima, Bom Parto e parte do Farol. Esteve presente à reunião o defensor público Ricardo Melro.
Na semana passada o senador do MDB chamou a atenção do país para o problema, ao defender, em discurso da tribuna do Senado, uma reparação justa da Braskem para as cerca de 60 mil pessoas que moravam nos 15 mil imóveis destruídos pelo afundamento – o maior desastre ambiental já registrado no país, com consequências sociais de grande gravidade.
Renan tem defendido que, seja qual for a solução dada à Braskem ¬– por exemplo, a Petrobras assumir o controle acionário de empresa – “antes é preciso resolver, com a máxima urgência, o problema das dezenas de milhares de famílias que perderam suas residências e seus bens e não foram indenizadas adequadamente pela Braskem. Primeiro as vítimas”, enfatizou o senador.
Os participantes mostraram a Renan dados e relatos da situação dramática vivida por quem morava e trabalhava nos seis bairros destruídos e no entorno. Além dos 15 mil imóveis derrubados que deixaram sem teto 60 mil pessoas, cerca de 6 mil pequenas empresas desapareceram, afetando 24 mil pessoas. “O dano moral que as pessoas sofreram não foi reparado, nem de longe, pelos valores que a Braskem está pagando”, reclamam os moradores. Eles não aceitam que a Braskem classifique o afundamento dos bairros como “evento”, “incidente ou acidente geológico”. Para eles, foi um “crime doloso”, pois, segundo argumentam, a Braskem sabia dos riscos que a exploração do sal-gema causava em áreas urbanas densamente povoadas.
Renan garantiu que vai dedicar todo o esforço político possível para uma solução justa do problema. “É uma questão de defender o que é correto e reparar uma grande injustiça para milhares de famílias em Alagoas”, disse o senador.
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