Política
Lula defende aumento de verbas para a saúde: “Quando o Brasil precisou, o SUS mostrou sua qualidade”

Foto: Ricardo Stuckert
Em um encontro com youtubers e membros da mídia alternativa na manhã de hoje, 26, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu o SUS, a atuação dos profissionais de saúde pública ao longo da pandemia de Covid-19 e um aumento na verba para o setor caso seja eleito, ao responder uma pergunta feita pela jornalista Conceição Nemes, do site Viomundo.
“Foi muito importante para a sociedade brasileira que a gente tinha o SUS. E o SUS, que durante muito tempo foi vendido como uma coisa imprestável por parte da imprensa brasileira, quando se necessitou estava pronto para mostrar sua qualidade mesmo com a fragilidade de recursos e mesmo com o negacionismo. Tem muita gente que ganha muito pouco no SUS, mas mostrou que se tivesse as condições financeiras que necessita, a gente poderia ter evitado muito mais mortes, inclusive de profissionais da área da saúde”, destacou.
Para o ex-presidente, é necessário que o Brasil se livre de políticas que restringem o investimento em políticas públicas importantes, como o teto de gastos instituído pelo governo de Michel Temer que, segundo ele, “só serve para banqueiro ganhar o dele no fim do ano”.
“As pessoas têm que entender que quando você toma conta da saúde, quando você leva um médico a uma região longínqua, quando dá remédio a uma pessoa pobre, você não está gastando dinheiro, está fazendo investimento. Porque uma pessoa com saúde fica muito mais produtiva, ela tem mais capacidade de trabalho, ela tem muito mais capacidade para fazer coisas boas para o país e para sua família. Esse é um tema que vai ser levado muito a sério por nós”, afirmou.
Segundo Lula, a posição do Brasil como o país com o segundo maior número de mortes (662 mil) e a terceira maior quantidade de casos de Covid-19 em todo mundo (mais de 32 milhões) está diretamente ligada à péssima atuação do atual governo, tanto em termos humanísticos quanto na saúde pública. Para ele, com um pouco mais de cuidado, uma enorme parte dos óbitos poderia ter sido evitada.
“Bolsonaro e seu governo devem ser responsabilizados por pelo menos metade das pessoas que morreram neste país. Porque ele negou credibilidade da OMS, não respeitou os cientistas brasileiros, os médicos, os laboratórios, não respeitou o SUS. Passou a teimar contra tudo e contra todos, num total desrespeito, uma demonstração de ignorância jamais vista. É só olhar a qualidade dos ministros da Saúde que ele escolheu, sobretudo o general Pazuello, ele não tinha nenhuma responsabilidade. Você não viu ele visitar nenhuma pessoa que perdeu um parente, ele não chorou uma lágrima por qualquer pessoa idosa ou criança que morreu”, criticou.
Assista na íntegra:
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