Política
Sâmia, Talíria e Manuela acionam Zambelli por associá-las à ‘esquerda genocida’
As deputadas federais do PSOL Sâmia Bomfim (SP) e Talíria Petrone (RJ) e a ex-candidata à Vice-Presidência Manuela d’Ávila (PCdoB-RS) entraram com três ações na Justiça contra a deputada federal Carla Zambelli (União-SP). A investida ocorre após a deputada bolsonarista atacar as parlamentares por celebrarem a legalização do aborto no Colômbia, no último dia 21, e associá-las a “esquerda genocida”.
Sâmia Bonfim classificou o ataque de Zambelli como difamatório, ao divulgar a ação em publicação nesta manhã no Twitter. “Quando uma deputada adota essa prática, o mínimo é responder pelos seus atos para que a impunidade não seja a regra”, afirmou a parlamentar.
Na peça, as parlamentarem alegam que a publicação feita por Zambelli – na qual aparecem com chifres e olhos vermelhos – caracteriza-se como uma acusação caluniosa que, por suas posições a favor da descriminalização do aborto são acusadas de “genocidas”, conduta tipificada como crime no ordenamento nacional e internacional.
Ao falar sobre o assunto, a deputada Talíria Petrone afirmou que a publicação de Zambelli “é um ato explícito de violência política de gênero, potencializado pela atuação do gabinete do ódio, ligado a Bolsonaro e sua família”, disse no Twitter. A parlamentar classificou como “inadmissível, que uma deputada utilize seu poder nas redes sociais para incitar o ódio e a violência política contra outras mulheres”.
Talíria destacou que o intuito é que Zambelli seja responsabilizada e que os desdobramentos da ação “sirvam como resposta contundente a esse tipo de ataque”, pontuou.
Na ação, as autoras pedem que Zambelli seja condenada a pagar “valor não inferior a R$50.000,00”, a título de indenização por danos morais, a cada uma das requerentes, “perfazendo o total de R$ 100.000,00”. Além disso, pedem que ela seja condenada a remover de suas redes sociais o conteúdo, sob pena de multa, e pagar as custas e despesas processuais e os honorários de sucumbência. As deputadas afirmam ainda que não há interesse em audiência de conciliação.
A reportagem procurou a deputada Carla Zambelli, para se posicionar sobre o caso, mas não houve retorno.
Autor: Izael Pereira
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