Política
Laudo da Polícia do DF não aponta ‘lesões recentes’ no corpo de marido de Joice
O exame de corpo de delito feito pelo marido da deputada Joice Hasselmann (PSL-SP), o neurocirurgião Daniel França, aponta que ele não tinha lesões e hematomas recentes no corpo. O laudo do Instituto Médico Legal (IML) da Polícia Civil do Distrito Federal, ao qual o Estadão/Broadcast teve acesso, tentou identificar sinais de um possível confronto físico, investigando, principalmente, mãos, dedos e punhos.
A conclusão da perícia é “ausência de lesões recentes”, o que afasta a possibilidade de França ter agredido Joice na madrugada do dia 18, quando ela acordou com fraturas e hematomas pelo corpo. A parlamentar não sabe explicar o que ocorreu e diz não se lembrar dos acontecimentos. No dia 25, França falou com jornalistas e negou qualquer possibilidade de ter agredido a mulher. Joice trabalha com duas hipóteses: a ter sido atacada por um agressor escondido no seu apartamento ou a de ter sofrido um acidente doméstico provocado por medicamento para dormir.
“Recebi com naturalidade o resultado negativo do exame do corpo de delito do meu marido. O laudo comprova, com respaldo técnico, que ele é inocente diante de acusações precipitadas e propagadas de maneira irresponsável nas redes sociais. Ataques feitos de maneira gratuita e que, como mulher, me entristeceram, sobretudo neste momento tão delicado”, disse Joice em nota sobre o resultado do laudo.
A Polícia Legislativa da Câmara dos Deputados (Depol), um dos órgãos investigando o caso, analisou as câmeras de segurança do prédio onde a parlamentar mora e disse não ter identificado a entrada de nenhuma pessoa estranha, entre os dias 15 e 20 de julho. Em nota, a deputada afirmou que não existem câmeras de segurança nas escadas, nem nas entradas dos apartamentos funcionais.
Na semana passada, Joice prestou depoimento por mais de duas horas na Polícia Civil do Distrito Federal sobre os ferimentos no seu corpo – ela sofreu fraturas e hematomas e relatou ter acordado, ensanguentada, domingo retrasado em seu apartamento funcional, em Brasília.
A Depol enviou inquérito sobre para o Ministério Público Federal, no último dia 24. Caberá ao MPF oferecer ou não denúncia à Justiça Federal. O ministério, no entanto, pediu novas diligências, que estão sendo cumpridas.
Autor: Camila Turtelli
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