Política
Consultor relata ter ouvido sobre pressão para importação da Covaxin
O consultor técnico William Santana afirmou ter ouvido sobre a pressão para importação da vacina indiana Covaxin no Ministério da Saúde. Os relatos, de acordo com ele, foram feitos pelo chefe de importação da pasta, Luis Ricardo Miranda. Santana é subordinado à Miranda na estrutura da pasta.
Em depoimento à CPI, há duas semanas, Luis Ricardo afirmou ter sofrido pressão atípica para acelerar a compra das doses do imunizante da Índia. O contrato é alvo de investigação na comissão. Ricardo revelou ter alertado o presidente Jair Bolsonaro sobre indícios de irregularidades na negociação, ao lado do irmão e deputado Luis Miranda (DEM-DF).
“Tentei não entrar no mérito da questão, ele apenas comentou que estava sendo cobrado, que estava sendo pressionado”, disse William Santana, nesta sexta-feira, 9. Questionado pelo presidente da CPI, Omar Aziz (PSD-AM), o técnico afirmou que as pressões viriam do chefe de Miranda, o tenente-coronel Alex Lial Marinho, ex-coordenador-geral de Aquisições de Insumos Estratégicos.
O consultor evitou comentar as pressões e disse que, durante a negociação, ficou distante desse cenário e da relação pessoal com o chefe de importação. “Tem um ditado que diz ‘onde se ganha o pão não se come a carne’, então eu tendo a ficar mais focado no meu trabalho.” Ele foi criticado pelo presidente da CPI, para quem o consultor deveria saber mais.
Autor: Daniel Weterman e Amanda Pupo
Copyright © 2021 Estadão Conteúdo. Todos os direitos reservados.
Mais lidas
-
1GREVE
PM usa bombas e gás para desocupar reitoria da USP; estudantes prometem ato unificado na segunda (11)
-
2MACEIÓ
Servidores cobram JHC por caso Banco Master e perdas salariais
-
3DESCOBERTA ASTRONÔMICA
Astrônomos identificam estrela de hipervelocidade ejetada do centro da Via Láctea
-
4POLÍTICA
“Se os Garrotes derem mais, eu fecho”: Vídeo vazado expõe Júlio Cezar e a política sem amor; veja vídeo
-
5INFRAESTRUTURA E DESENVOLVIMENTO REGIONAL
Aeroporto de Penedo está pronto e aguarda autorização para primeiros voos, afirma Paulo Dantas