Política
William diz que houve anuência para continuar processo da Covaxin pela área
O consultor técnico William Santana afirmou que se recusou a dar andamento à importação da Covaxin após erros e inconsistências em três versões da documentação enviada pela Precisa Medicamentos ao Ministério da Saúde. Ele apontou falhas nas invoices (documentos com informações fiscais) encaminhadas pela companhia à pasta e reforçou que o aval para a continuidade do processo foi dado pela fiscal do contrato, Regina Célia Oliveira.
William Santana é subordinado ao chefe de importação do ministério, Luis Ricardo Miranda, que, ao lado do irmão e deputado federal Luis Miranda (DEM-DF), disse ter alertado o presidente Jair Bolsonaro sobre indícios de irregularidades na negociação. Após as três versões com erros, Santana afirmou que ainda precisaria de uma quarta invoice com as correções. “Conversei com o Luis e nós decidimos parar o processo e aguardar a anuência da Anvisa, que se não me engano estava perto da reunião do colegiado”, disse o consultor à CPI.
Mesmo com inconsistências apontadas, a continuidade dos procedimentos para importação do imunizante foi autorizada pela fiscal do contrato, Regina Célia Oliveira, no dia 24 de março, conforme e-mail apresentado pelo técnico durante depoimento na CPI. Ao falar na comissão, Regina Célia afirmou que não identificou nada atípico e que restringiu sua autorização à quantidade de doses presentes na documentação.
Autor: Daniel Weterman e Amanda Pupo
Copyright © 2021 Estadão Conteúdo. Todos os direitos reservados.
Mais lidas
-
1GREVE
PM usa bombas e gás para desocupar reitoria da USP; estudantes prometem ato unificado na segunda (11)
-
2MACEIÓ
Servidores cobram JHC por caso Banco Master e perdas salariais
-
3DESCOBERTA ASTRONÔMICA
Astrônomos identificam estrela de hipervelocidade ejetada do centro da Via Láctea
-
4POLÍTICA
“Se os Garrotes derem mais, eu fecho”: Vídeo vazado expõe Júlio Cezar e a política sem amor; veja vídeo
-
5INFRAESTRUTURA E DESENVOLVIMENTO REGIONAL
Aeroporto de Penedo está pronto e aguarda autorização para primeiros voos, afirma Paulo Dantas