Política
Defensor Público afirma que CPI fará história e que levará Bolsonaro aos Tribunais Internacionais por crimes contra a humanidade

Othoniel Pinheiro Neto
O Defensor Público e Professor Doutor em Direto (UFBA), Othoniel Pinheiro, afirmou que a CPI vai levar Bolsonaro aos Tribunais Internacionais por prática de crimes contra a humanidade na modalidade de “experimentação humana” por ter usado o aparelho estatal para o uso da cloroquina (em substituição à vacina) com a aposta na imunidade de rebanho.
Alguns senadores declaram que já existem provas de que Bolsonaro cometeu graves infrações na gestão da pandemia e que será responsabilizado no Brasil e nos Tribunais Internacionais por crimes contra a humanidade. Nesse sentido, foram as afirmações do senador Otto Alencar (PSD-BA), em entrevista à jornalista Julia Lindner, no jornal O Globo.
“Tudo indica que Bolsonaro jogou com essa possibilidade da imunidade de rebanho, que é uma coisa criminosa. Por isso, ele descartou a vacina no ano passado, ironizou a CoronaVac, criou dificuldades diplomáticas com a China e apostou em medicações que não foram comprovadas, que não tinham nenhum efeito relacionado à doença. O depoimento de Dimas Covas, do Butantan, mostrou que a prioridade do governo federal e do Ministério da Saúde na gestão (do ex-ministro Eduardo) Pazuello nunca foi vacinar”, afirmou.
Fazendo uma análise jurídica sobre o caso, Othoniel Pinheiro afirma que Bolsonaro estará enquadrado por prática de crimes contra a humanidade na modalidade de “experimentação humana”, na medida em que jogou para a morte milhares de brasileiros apostando num experimento de imunidade de rebanho com o uso da cloroquina, atitudes provavelmente indicadas pelo gabinete paralelo montado dentro do governo.
“Os trabalhos da CPI estão evidenciando a montagem de um gabinete paralelo com poderes superiores aos do Ministério da Saúde e que ordenava a adoção de políticas públicas de remédios com ineficácia comprovada contra a covid, apostando na imunidade de rebanho. E o que é pior: tudo isso em substituição e desprezo pela compra de vacinas”, afirmou Othoniel Pinheiro.
O Defensor Público argumenta que as provas que estão sendo colhidas são robustas e que apontam que o Governo Bolsonaro apostou na imunidade de rebanho como forma de resolver rapidamente o problema da pandemia no Brasil, situação que causou a mortes de milhares de brasileiros, circunstância evidenciada pela coleta de material probatório pela CPI e pelas próprias declarações do Presidente da República, que afirmou no final do ano passado que o vírus estava indo embora porque as pessoas estavam imunizadas.
Os trabalhos da CPI continuam nesta semana com os depoimentos da médica Nise Yamaguchi, entusiasta da cloroquina e suspeita de integrar o chamado “gabinete paralelo”, composto por médicos, políticos e empresários que orientavam o presidente Jair Bolsonaro na condução da pandemia.
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