Política
Araújo não comunicou sobre carta da Pfizer pressupondo que Bolsonaro soubesse
O ex-chanceler Ernesto Araújo afirmou que, além do comunicado recebido do então embaixador brasileiro em Washington, Nestor Forster, sobre a oferta de vacinas da Pfizer, não se recorda de contato com outros representantes de empresas fabricantes de vacinas.
Sobre a proposta, o ex-ministro disse, durante depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid no Senado, que não repassou a oferta da Pfizer ao presidente Jair Bolsonaro por entender que seria redundante, uma vez que pressupunha que o presidente já tivesse conhecimento.
Na semana passada, o ex-diretor da Pfizer no Brasil e gerente-geral da farmacêutica para a América Latina, Carlos Murillo, afirmou à CPI que a empresa encaminhou o oferecimento a Bolsonaro, bem como ao vice-presidente Hamilton Mourão, ao então chefe da Casa Civil, Braga Netto, ao ex-ministro Eduardo Pazuello e ao ministro da Economia, Paulo Guedes.
“Eu não era destinatário da carta”, disse Araújo. “Eu tive conhecimento do tema e o telegrama de Washington também esclarecia que a própria embaixada em Washington havia antecipado o assunto para a assessoria internacional do Ministério da Saúde”, completou.
Autor: Pedro Caramuru, Amanda Pupo e Matheus de Souza
Copyright © 2021 Estadão Conteúdo. Todos os direitos reservados.
Mais lidas
-
1GREVE
PM usa bombas e gás para desocupar reitoria da USP; estudantes prometem ato unificado na segunda (11)
-
2MACEIÓ
Servidores cobram JHC por caso Banco Master e perdas salariais
-
3TÊNIS INTERNACIONAL
Sinner pode quebrar dois recordes históricos se vencer Ruud na final do Masters 1000 de Roma
-
4POLÍTICA
“Se os Garrotes derem mais, eu fecho”: Vídeo vazado expõe Júlio Cezar e a política sem amor; veja vídeo
-
5DESCOBERTA ASTRONÔMICA
Astrônomos identificam estrela de hipervelocidade ejetada do centro da Via Láctea