Poder e Governo
Michelle volta a criticar Ciro Gomes após impasse sobre palanque no Ceará
Ex-primeira-dama retomou críticas ao pré-candidato e reacendeu atrito que já envolveu filhos de Jair Bolsonaro
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro voltou a criticar, nesta segunda-feira, o pré-candidato ao governo do Ceará Ciro Gomes (PSDB) . A manifestação reacendeu um debate que já provocou atritos dentro da família Bolsonaro e levou o PL, no ano passado, a suspender uma articulação para apoiar o então pedetista na disputa estadual.
Em uma sequência de publicações nas redes sociais, Michelle apresentou um vídeo de um apoiador que afirma que ela “tinha razão” ao se opor à aproximação entre o PL e Ciro. A gravação de entrevista concedida pelo ex-governador do Ceará à revista Veja, na semana passada, na qual ele afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) “são iguais”.
Na publicação seguinte, Michelle apresentou um trecho da reportagem e escreveu: “Nunca foi 'para tirar o PT', e sim por projetos de poder”. A mensagem faz referência às negociações conduzidas nos últimos meses pelas lideranças do PL cearense para tentar construir uma aliança com o ex-ministro em torno de uma candidatura de oposição ao governador Elmano de Freitas (PT) .
A ex-primeira-dama também afirmou que já gravou um vídeo sobre o tema e que pretende divulgá-lo em breve.
Pouco depois, Michelle voltou ao assunto ao compartilhar outro trecho da entrevista de Ciro à Veja. Na declaração reproduzida por ela, o ex-ministro afirma que uma eventual aliança regional não mudaria suas divergências nacionais com o PL.
— A nossa desavença nacional com o PL é insuperável. Apoiar Flávio Bolsonaro não está em discussão. Se estivesse, nós não nem estávamos sentados para conversar sobre a aliança regional — disse Ciro à revista.
As críticas retomaram uma disputa que mobilizou o entorno de Jair Bolsonaro no ano passado. Em dezembro, Michelle se posicionou publicamente contra as tratativas feitas pelo deputado André Fernandes (PL-CE) , então com avaliação do ex-presidente, para viabilizar uma composição eleitoral com Ciro no Ceará.
Na ocasião, a ex-primeira-dama afirmou que segundo não poderia apoiar um político que, ela, atacou reiteradamente Jair Bolsonaro e ajudou a consolidar narrativas contra o ex-presidente. O posicionamento gerou forte ocorrência dos filhos de Bolsonaro. Flávio classificou a postura da madrasta como “autoritária” e afirmou que ela havia atropelado uma decisão previamente autorizada pelo ex-presidente.
Carlos e Eduardo Bolsonaro também saíram em defesa da união conjunta pelo diretório cearense. Dias depois, porém, Flávio pediu desculpas a Michelle, e o PL decidiu suspender as negociações.
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