Poder e Governo
Campanha de Lula atribui queda de Flávio Bolsonaro ao caso Master, mas prevê disputa acirrada
Levantamento mostra o presidente com 44% das intenções de voto, contra 38% do senador bolsonarista
Integrante da pré-campanha à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e secretário de Comunicação do PT, Éden Valadares avalia que a queda do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato do PL ao Planalto, tem relação com a revelação de seus vínculos com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master.
Apesar de comemorarem o resultado, aliados do petista avaliam que a disputa eleitoral deve ser acirrada e não apostam em um derretimento do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Em abril, antes da divulgação de diálogos entre Flávio e Daniel Vorcaro relacionados à produção do filme Dark Horse, uma biografia de Bolsonaro, o senador aparecia dois pontos à frente de Lula nas simulações de segundo turno. Agora, o petista registra vantagem de seis pontos: 44% das intenções de voto, contra 38% do bolsonarista.
— A pesquisa captura um sentimento que percebemos nas ruas e nas redes: crescimento da aprovação do governo, consolidação do presidente Lula na preferência dos eleitores e uma queda consistente do filho de Bolsonaro — afirmou Valadares.
Embora celebrada pelo secretário de Comunicação do PT, a melhora nos indicadores ainda não reverteu completamente o quadro de avaliação do governo. A desaprovação, que chegou a 52% em abril, caiu para 48% no levantamento atual, mas permanece acima da aprovação.
A pesquisa de maio já havia registrado oscilações que levaram a desaprovação do governo a voltar a empatar com a aprovação, em um cenário considerado favorável a Lula. O levantamento também indicou que a melhora na percepção da atual gestão foi impulsionada pelo anúncio do Novo Desenrola, programa de renegociação de dívidas, e pelo encontro entre o petista e o presidente americano Donald Trump na semana anterior à divulgação.
O levantamento mais recente mostra que a avaliação negativa do governo Lula marcou 38%, em leve oscilação ante os 39% registrados em maio. O percentual de avaliação positiva permaneceu estável, em 34%. Já os que consideram a gestão regular somam 26%; na pesquisa anterior, eram 25%.
O instituto ouviu 2.004 brasileiros com 16 anos ou mais entre os dias 5 e 8 de junho. Com nível de confiança de 95%, a pesquisa foi registrada na Justiça Eleitoral sob o número BR-07661/2026.
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